Durante a primeira reunião da nova composição do Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg), na segunda-feira, o tema abordado foi o não cumprimento do Instituto Médico Legal (IML), onde médicos recebem para trabalhar 20 horas, mas só cumprem 10, gerando abertura de procedimentos administrativos. Rapidamente, o diretor do IML, Luiz Mansur, respondeu afirmando que independente de onde venha a denúncia, é falsa e de quem não tem conhecimento da situação.

O Conseg tratou da carga horária dos médicos do instituto e o colegiado decidiu enviar expediente a corregedoria da Secretaria de Estado da Defesa Social (SEDS) solicitando abertura de procedimento administrativo em desfavor do Diretor do IML, para que se investigue o porquê do não cumprimento da resolução Conseg nº 05 e em desfavor dos médicos que não estão cumprindo as determinações.

O conselho também vai enviar ao Ministério Público Estadual (MPE) um pedido de instauração de inquérito civil público, já que os médicos estão recebendo para trabalhar 20 horas, mas só cumprem 10 horas.

Serão solicitadas a direção do IML, planilhas de produtividade e frequência mensal dos médicos que trabalham no local.  Cópia da planilha deverá ser enviada, mensalmente, ao conselho estadual de segurança pública.

Diante da situação, o CadaMinuto buscou contato com o diretor do IML, Luiz Mansur, que foi taxativo ao negar os fatos e afirmar que se trata de puro desconhecimento. “Independente de onde tenha vindo a denúncia, não são verdades. A situação já havia sido acertada com o Maurício Brêda (Presidente do Conseg) e comunicado ao Tribunal de Justiça de Alagoas”, afirmou.

Mansur ainda lembrou que em 2012, numa decisão ultrapassada, os médicos trabalhavam cerca de 12 horas e naturalmente a tendência era que a carga horária aumentasse. Segundo o diretor, os médicos trabalham até mais do que o estipulado.

“A carga horária é de 20 horas, mas os médicos trabalham até mais que isso. Aqui em Alagoas, enquanto em sete meses um médico produz 156 laudos, a média do Brasil em um ano, é 50 laudos produzidos. Como se pode dizer que estes profissionais não trabalham?”, indagou.

Por fim, Luiz Mansur fez uma espécie de crítica as denúncias feitas ao trabalhão que vem sendo feito no instituto. “Todas as medidas recomendadas estamos seguindo da maneira que podemos. Denúncias desse tipo, mostram desconhecimento dos fatos,  perdidos como cego em tiroteio”, finalizou.