Quem vai apagar a luz do DEM após a eleição presidencial?

O blog do Vilar adiantou que o vice-governador José Thomáz Nonô (DEM) vai apoiar a candidatura do governador Eduardo Campos (PSB) à Presidência da República. A tendência do Democratas é costurar uma aliança nacional com Campos. Nonô adiantou o que já acontece no coração do partido.

O DEM passa por uma crise nacional e não só de credibilidade. Está a reboque dos tucanos desde FHC. Expulsou lideranças nacionais envolvidas em corrupção, na tentativa de recuperar a imagem de "bastião da moralidade"- outrora cetro carregado pelo PT. Foi um fiasco.

Nonô é uma prova disso. É, sim, um dos melhores quadros nacionais do Democratas. Mas, só recuperou o prestígio político por se tornar vice de Teotonio Vilela Filho. Um vice que deve assumir o Governo, se Vilela renunciar para a campanha ao Senado, mas com poucas chances de ganhar uma disputa ao Governo, pela própria composição do quadro (com o presidente do Senado, Renan Calheiros, no páreo) e a demora de Vilela em definir quem é quem no próximo ano. 

E mesmo Nonô- hábil orador- percebe que Lula e Dilma viraram heróis quase inexpugnáveis. O Democratas não percebe isso faz tempo. Nem vai perceber. O DEM parece um dos últimos redutos dos lacerdistas- aqueles que quanto mais criticavam Getúlio Vargas, mais fortaleciam a imagem de "pai dos pobres".

Caminhando para a aposentadoria política- salvo traquejo próprio- Nonô deve ser o último a apagar a luz do DEM. A corda passa de lado: sai das costas de Fernando Henrique, segue para a de Eduardo Campos.

Até surgir um próximo que seja o anti-Lula-Dilma.