Uma ação do PMDB que tem sido bem avaliada internamente no partido foi a criação de um “conselho político” com os principais nomes da sigla como forma de discutir estratégias para as eleições de 2014.
Tanto é assim, que o partido vem colocando vários planos na mesa. Agora, a discussão já passa pela indicação do vice do PMDB, independente se o candidato ao governo do Estado for o senador Renan Calheiros ou o deputado federal Renan Filho.
As portas para a indicação de vice estão escancaradas para o Partido dos Trabalhadores, conforme um peemedebista. São avaliados como ótimos nomes os petistas Judson Cabral (deputado estadual) e Rosiana Beltrão (administração do Porto de Maceió).
O PMDB trabalha alianças que não incluem “grandes caciques”, mas que garanta bom tempo de televisão e agremiações consideradas “chaves” para uma boa eleição proporcional, em virtude da densidade dos que nelas estão presentes.
Em relação ao PT, a dificuldade é que existem petistas que também dialogam com o senador Benedito de Lira (PP) e com o deputado federal Arthur Lira (PP). Porém, um peemedebista acredita que a aliança com o partido da presidente Dilma Rousseff (PT) já está praticamente fechada.
O deputado federal Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT) – segundo bastidores – vem sendo assediado por pepistas. Para a construção de uma aliança com o PT passa também o apoio que alguns petistas esperam ter para comandar a sigla em Alagoas.
O PMDB pretende ainda trazer para dentro do grupo o PDT, o PRTB e o PTdoB da deputada federal Rosinha da Adefal. Além destes, o PSC e o PSD de Gilberto Kassab. Apesar de não descartar alianças mais restritas, ou chapa pura - conforme bastidores – ainda que sejam possibilidades remotas.
Por sinal, Kassab já esteve reunido com o senador Renan Calheiros. Em Alagoas, o PSD está nas mãos do deputado federal João Lyra, porém a discussão acontece um degrau acima. Os peemedebistas avaliam ainda que do Palácio República dos Palmares saia apenas um candidato: ou senador Benedito de Lira (PP) ou o vice-governador José Thomaz Nonô.
Disputa – portanto – polarizada. A não ser que o senador Fernando Collor de Mello (PTB) mude os planos e abandone o projeto de reeleição para também disputar o Executivo estadual.
Estou no twitter: @lulavilar
