O tradicional desfile de Sete de Setembro, dia em que é comemorado a Independência do Brasil, foi interrompido por manifestantes que participavam do 19º Gritos dos Excluídos.
O desfile seguia normalmente até os manifestantes ocuparem a avenida, impedindo a passagem de escolas e de bandas estudantis. Apenas entidades de segurança pública, como o a Polícia Militar de Alagoas, Exército, Polícia Civil, Marinha, Corpo de Bombeiros e Força Nacional desfilaram. Com a entrada de membros do Grito dos Excluídos na avenida, uma barreira policial foi formada para impedir a manifestação.

De acordo com o Secretário de Organização da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Izac Jacson, a manifestação não tinha a intenção de atrapalhar o desfile. “Uma barreira da Polícia Militar foi formada em nossa frente para impedir a nossa passagem. O Movimento tentou negociar com autoridades policiais, mas nenhum acordo foi feito. Saímos da avenida para que as outras pessoas desfilassem, mas mesmo assim eles resolveram suspender o desfile”, explicou.
Jacson lamentou o ocorrido. “O objetivo da manifestação não era causar constrangimento. O Grito dos Excluídos pretendia ser silencioso e ter espaço na avenida como as outras entidades”. Segundo Jacson, em anos anteriores, o movimento só era autorizado a ir para a avenida no término do desfile. “O Centro de Gerenciamento só autorizava a nossa passagem quando já não havia população e autoridades para nos ouvir, por esta razão decidimos fazer o nosso ato durante o desfile”, declarou.
Girlene Lazaro, do Sindicato dos Trabalhadores de Alagoas (Sinteal) destacou a necessidade do movimento. “Não dá pra fazer de conta que a exclusão não existe. Hoje é o grito dos excluídos e da exigência por políticas públicas”, afirmou.
O 19º Grito dos Excluídos reivindica melhorias na segurança pública, saúde e educação.
Término antecipado
Arquibancadas vazias e decoração sendo desfeita. Foi este o cenário da Avenida para quem se atrasou. Com o desfile interrompido, por volta das 11h, muitas pessoas aproveitaram para ir a praia ou para tirar fotos no Memorial à República e áreas próximas.
Sandra da Silva, natural de Palmeira dos Índios, estava acompanhada do filho e marido. Assim como as centenas de pessoas que estavam no local, a família pretendia ver o desfile. “Eu acabei de chegar, e fiquei surpresa ao ver que não tem mais nada. É triste, mas para não perder a viagem, vou aproveitar o cenário para tirar foto”, disse.

Com a suspensão do desfile, os trabalhos de limpeza e de retirada dos materiais de decoração foram antecipados. Policiais sairam em grupo.











