O líder conservador australiano Tony Abbott venceu as eleições do país neste sábado após os eleitores punirem o governo trabalhista por seis anos de turbulências e por não saberem aproveitar benefícios do boom da mineração agora desvanecido.
Abbott, um ex-boxeador, prometeu restaurar a estabilidade política, baixar impostos e reprimir os que chegam ao país pedindo asilo. Mas foi a frustração com a turbulência da liderança do Partido Trabalhista que custou caro ao governo nas urnas.
"Posso informá-los que o governo da Austrália mudou", declarou em Sydney, com largo sorriso, o líder do Partido Conservador. Abbott prometeu governar para "todos" os australianos, inclusive aqueles que "não votaram" em sua coalizão, "sem deixar ninguém para trás".
Segundo o futuro líder do governo australiano, o Partido Trabalhista, que estava no poder, teve nesta eleição "sua votação mais baixa em mais de 100 anos". Abbott comemorou o retorno dos conservadores ao poder na Austrália, ocupado durante os últimos seis anos pelo Partido Trabalhista.
"Estivemos juntos em uma viagem longa, muito longa. Que deve continuar e deve nos ajudar a trazer tempos melhores para este grande país do qual estamos orgulhosos", declarou o líder conservador aos membros de seu partido.
Segundo os dados da Comissão Eleitoral Australiana, com 87,38% apurado, os conservadores ganhariam 89 das 150 cadeiras da Câmara dos Deputados, mais que as 76 necessárias para formar governo sozinhos. Já o Partido Trabalhista ficaria com 56 legisladores.
O Partido Verde, um grupo minoritário e um representante independente também obteriam um assento, cada, restando duas cadeiras a serem definidas.









