A possibilidade de dirigentes de entidades desportivas ficarem décadas em seus cargos pode estar com os dias contados. Isso porque, o Projeto de Lei Projeto do Senado (PLS) 253/2012, que cria normas para fixar regras de reeleição e de duração dos mandatos dos dirigentes de entidades desportivas foi aprovado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (CE). Em Alagoas, a medida foi recebida positivamente por alguns membros do esporte em Alagoas.

O Projeto de Lei de autoria do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) segue agora para votação no plenário do Congresso Nacional e caso seja aprovado, será encaminhado para sanção da presidente da república, Dilma Rousseff. A medida determina, por exemplo, que os dirigentes das entidades de administração do esporte podem ser reeleitos, mas que tal hipótese se realizaria uma única vez, e que cada mandato não pode ser superior a quatro anos.

Diante da possibilidade de aprovação do PL, o MinutoEsportes questionou personagens do esporte alagoano sobre a proposta. O comentarista da rádio “Novo Nordeste” de Arapiraca, Osvaldo Barbosa, foi totalmente á favor do projeto.

“Eu concordo, porque isso evita que dirigentes de clubes e principalmente de federações, se perpetuem no cargo. Isso pode ter uma influência muito grande nas eleições da CBF, principalmente nas pequenas que são mantidas pela entidade máxima do futebol brasileiro”, disse.

Porém, de acordo com o também senador, Randolfe Rodrigues (Psol-AP), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é uma “caixa preta” blindada de tentativas de mudanças. “Se em relação ao Ecad, nós conseguimos ainda colocar a mão para desbaratar a caixa preta que lá está, no que tange à CBF nós não conseguimos. Esta, tentou-se de várias formas, mas é uma caixa preta blindada de tudo quanto é jeito”, afirmou.

O novo presidente do CSA, Jurandy Torres, também foi á favor da medida, independente de estar assumindo o clube oficialmente apenas em 2014, mas faz ressalvas. “Acho que quatro anos é suficiente para um gestor de clube ou federação, fazer um trabalho serio, voltado para o crescimento da entidade, administrar como empresa. Os clubes devem viver de suas receitas, patrocínios, rendas  e outra possibilidades. Agora, é importante que o sucessor dê continuidade a esse trabalho que esteja dando certo”, ponderou.

Em Alagoas por exemplo, apenas a Federação Alagoana de Futebol tem um presidente num período maior que quatro anos. Gustavo Dantas Feijó assumiu em 2007 e continua no comando da “Casa do Futebol”.

Nos maiores clubes, a regra ainda não obrigatória vem sendo cumprida. Jorge VI, que deixou recentemente o CSA, assumiu em 2009, se reelegeu em 2011 e deixou o clube neste ano. No CRB, Marcos Barbosa assumiu em 2010 e no ano passado foi reeleito presidente do clube da Pajuçara.