O defeito em uma das geladeiras que guardam corpos no Instituto Médico Legal (IML) vem causando grandes problemas. Isso porque, cerca de nove corpos em estado de putrefação estão aguardando sepultamento e pelo temo do óbito, causando mau cheiro não apenas na unidade, mas ao redor da vizinhança do órgão no bairro do Prado.

A denúncia foi feita pelos próprios funcionários do IML, que preferiram não se identificar temendo represálias, mas comunicaram o problema que vem inviabilizando o funcionamento normal do instituto, tendo em vista o mau cheiro que se espalha.

O CadaMinuto tentou contato com o diretor do IML, Luiz Mansur, mas, diante do assédio por conta da denúncia, não atendeu as ligações. Porém, informações passadas pelo próprio gestor do órgão, dão conta de que um problema em uma das geladeiras que guardam os corpos deu problema e por isso os corpos ficaram fora do aparelho, gerando a situação incômoda.

Exatamente nove corpos que estão no IML desde o final de semana, aguardavam a presença de famílias para não serem sepultados como indigentes no Cemitério Divina Pastora. A demora para fazer o enterro, já que ninguém procurou informações sobre os corpos, se deve ao desejo do instituto em não apressar o enterro e posteriormente precisar fazer a exumação dos corpos, caso necessite passar informações para as famílias que apareçam posteriormente ou qualquer outro tipo de detalhe sobre a morte.

No decorrer da semana, o problema será resolvido, segundo o gestor e os corpos acumulados terão andamento na fase de sepultamentos. Além disso, as denúncias foram motivadas por mudanças em alguns procedimentos internos, o que gerou insatisfação de funcionários que estariam procurando motivos para criticar a administração.