Guardas civis municipais ocupam neste momento a sede da Prefeitura de Maceió para solicitar ao prefeito Rui Palmeira o remanejamento dos militares que compõem a guarda municipal e mais investimentos na guarda. De acordo com o Sindicato dos Guardas Civis Municipais de Alagoas (Sindiguarda) atualmente existem três coronéis e dois majores ocupando cargos na guarda.
Carlos Pisca, vice-presidente do Sindiguarda, revela que os militares estão impondo um regime militar onde na verdade o regime de trabalho deles é civil. Hoje existem 836 trabalhadores entre guardas e inspetores que atuam na segurança do patrimônio público, que inclui secretarias municipais, escolas e CRAES.
O vice-presidente conta ainda que em algumas situações os guardas municipais estão realizando um trabalho de competência da polícia militar. “Nossos profissionais já passaram situações de perigo, trabalhamos desarmados e muitas vezes enfrentamos o meliante somente com colete a prova de bala e uma teaser”.

Ele revelou que no último sábado (31/08) os guardas que estavam realizando a segurança de um CRAES no Denisson Menezes, ficaram no meio de tiroteio entre traficantes. “Um dos traficantes se aproximou do nosso colega e disse que ele entrasse no CRAES porque era mais seguro”.
Os guardas também fazem a segurança de toda orla marítima da Pajuçara a Jatiúca. “Nós ainda combatemos pequenos furtos, mas sem armas, muitas vezes não podemos fazer nada porque colocamos nossas vidas em risco”. Por isso, solicitam também o porte de arma, que segundo Pisca, já existem 200 homens da guarda, preparados para usar arma de fogo.
Osmar Santos Lima, guarda municipal, procurou a equipe de reportagem para dizer que a Guarda tinha um projeto em que prestava assistência aos moradores de rua. “Fui coordenador do projeto durantes três anos, levei muitos moradores de rua para tratamento e de repente acabaram com esse projeto tão importante para estas pessoas que são carentes de carinho e atenção”.




