A possibilidade de retorno ao poder do prefeito afastado do município de Rio Largo, Toninho Lins, gerou reação do Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE) em Alagoas. A entidade decidiu ingressar com representações no Tribunal de Justiça, Ministério Público e Comarca de Rio Largo alertando sobre a pressão midiática que está sendo feito pela equipe jurídica do político, sobre o judiciário para acelerar o retorno ao executivo daquele município.

Informações que estão sendo veiculadas nos últimos dias, dão conta de que o afastamento do prefeito, que já superas os seis meses, contando o primeiro afastamento, junho de 2012, mas concorrendo a eleição e voltando a ser afastado em janeiro desse ano, seria o máximo permitido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Diante do fato, o MCCE entregou nesta quinta-feira (05), três ofícios representações, ao presidente do Tribunal de Justiça, José Carlos Malta Marques, ao Procurador Geral do Ministério Público, Sergio Jucá e o Juiz da Comarca de Rio Largo Ailton Tenório.

No ofício, consta em partes, o alerta feito pelo movimento, da campanha midiática que estaria sendo feita pela equipe jurídica de Toninho Lins, para pressionar o poder judiciário a promover o retorno do prefeito afastado ao executivo daquele município.

De acordo com o coordenador estadual do MCCE, Antônio Fernando, as alegações por parte do jurídico são consideradas falácias. “Muitos outros prefeitos, deputados, senadores, espalhados pelo Brasil também foram e estão afastado por tempo igual ou superior ao do então prefeito de Rio Largo e isso não se torna ilegal”, afirmou.

Segundo o movimento, Toninho Lins está afastado e responde por 14 processos, sendo que aproximadamente 10 são referentes a improbidade administrativa. Ainda nas representações, o MCCE pede aos órgãos competentes que acelerem o processo de julgamento desses méritos e reforçam a necessidade de afastamento definitivo do político do poder.