Os recentes casos de consumidores alagoanos que encontraram corpos estranhos em alimentos vendidos em estabelecimentos comerciais na capital levantam a questão sobre a higiene e a qualidade do serviço oferecido. Porém, mesmo com o auxílio das redes sociais, principal canal utilizado para relatar os casos, os consumidores precisam estar atentos sobre quais procedimentos adotar para formalizar a denúncia. O diretor de atendimento do Procon/AL, Denis Malta, explica que é necessário que a notificação sobre o caso seja feita aos órgãos competentes, como a Vigilância Sanitária. 

Nesta quinta-feira (05), outro fato chamou atenção. Uma cliente de um estabelecimento em Maceió teve uma surpresa desagradável ao comprar uma pizza e encontrar uma lagarta no meio do recheio. O caso foi parar nas redes sociais e causou muita polêmica.  

Denis afirma que, além da divulgação nas redes sociais é preciso que o consumidor se municie de provas de que o corpo estranho foi encontrado junto com o alimento. “No caso do delivery é preciso ter mais cautela, já que o alimento passa por diversas etapas até chegar ao consumidor. De toda a forma é fundamental que a notificação seja feita, não só ao Procon e a Vigilância Sanitária, como também a própria empresa que vendeu o produto”.

Na capital e no interior, as irregularidades são constantes e já resultaram na abertura de um inquérito Civil Público pela Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Maceió, que investigará a comercialização de uma garrafa de refrigerante em que foi encontrado um confeito dentro do recipiente vedado. 

Um consumidor comprou a garrafa de 1 litro de refrigerante e se deparou com o confeito dentro do recipiente, momentos antes de abri-lo. Após o susto, ele entrou em contato telefônico com o Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) da empresa para saber quais providências ela tomaria sobre o caso. Mas, ao saber que nada seria feito, o consumidor optou por denunciar o incidente para o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL), inclusive levando o objeto de investigação. 

Na semana passada, uma fiscalização do Procon na cidade de Arapiraca resultou na apreensão de diversos alimentos estragados e até um lote de caixas de suco que continha larvas de insetos. O diretor de atendimento garante que as fiscalizações continuarão durante o ano, não só no interior, como também na capital. Segundo ele, a penalidade para os estabelecimentos flagrados com irregularidades é aplicação de multa e até o fechamento do comércio.