Durante seu pronunciamento na sessão desta quarta-feira (04), além de anunciar o Projeto de Lei (PL) que proíbe o uso de máscaras durante manifestações, o deputado Ronaldo Medeiros (PT) chamou a atenção também para um antigo problema no bairro do Stella Maris: a “privatização”, por parte de flanelinhas, de locais públicos para estacionamento.
O petista contou que, no final de semana passado, esteve no bairro para jantar e ficou surpreso ao estacionar em um local público e receber um ticket no valor de R$ 10 referente ao valor do “estacionamento”. “Está tudo loteado, só faltou a nota fiscal, e a gente ainda tem que pagar adiantado para não correr o risco de, ao voltar, não encontrar mais nada no carro. Isso é inconcebível”, desabafou.
Em aparte, Dudu Holanda disse que já estava acostumado com a prática, que ocorre não somente na região onde estão concentrados alguns dos bares e casas de show mais badalados da capital, mas em toda a parte baixa da cidade. “Em cada rua tem um cidadão que toma conta e já chega com o ticket na mão. E se você não pagar, corre o risco de ter carro arrombado, riscado”, acrescentou.
Holanda cobrou a intervenção da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) para resolver o problema e a presença de mais segurança na área, lembrando o assassinato do empresário Nikael Tenório, 24, ocorrido na madrugada de sábado (31) em frente a uma casa de shows no Stella Maris.
“Eu estava no show e cumprimentei o Nikael pouco antes de ele deixar o local e ser assassinado após entrar em luta corporal com um assaltante. É lamentável a falta de normatização e fiscalização da região, que ainda sofre com diversos assaltos”, desabafou o parlamentar.
Medeiros aproveitou a deixa do colega para também criticar a SMTT. Segundo ele, embora não exista guarda de trânsito fiscalizando as imediações do Poder Legislativo, na Praça Dom Pedro II, no Centro, a superintendência emitiu uma notificação destinada e ele por usar a buzina abusivamente no local. “A SMTT devia estar regulamentando estacionamentos e outros tantos abusos no trânsito e não multando abusivamente”, finalizou.
