O smartphone Moto X, fabricado pela Motorola, o primeiro após a aquisição pelo Google, começou a ser vendido no Brasil em pré-venda na terça-feira (3) por R$ 1,8 mil e aparece como um novo concorrente em um mercado dominado pelo iPhone, da Apple, e o Galaxy, daSamsung.
O aparelho que será vendido no Brasil é produzido na fábrica de Jaguariúna, no interior de São Paulo. Ele já é compatível com internet móvel 4G brasileira. Ele conta com sistema operacional Android 4.2, tem tela de 4,7 polegadas e design curvo
A companhia norte-americana aposta em configurações um pouco mais modestas do que dos concorrentes e em funções inéditas que facilitam o uso do dispositivo para ter sucesso em meio aos populares aparelhos da concorrência. Um dos destaques é o reconhecimento de comandos de voz em português - ha um chip dedicado ao recurso, o que, segundo a Motorola, economiza bateria - o que facilita comandar e acessar recursos do aparelho. Basta dizer "Ok Google Now" e fazer a solicitação para que o Moto X atenda.
Há sensores que identificam o uso do Moto X: quando se retira o celular do bolso, a hora aparece automaticamente na tela usando poucos pixels e notificações relevantes aparecem ao se tocar na tela e é possível ler sem destravar o aparelho.Quando se está dirigindo, o GPS identifica que o usuário está em movimento e oferece opções de navegação em ligações e mensagens usando comandos de voz.
Outro destaque é poder acessar por meio do PC a lista de chamadas e mensagens do aparelho, permitindo saber quem ligou e responder a SMS a distância caso o usuário deixe o celular em casa, por exemplo. O acesso rápido à câmera é outra característica do Moto X. Basta agitar o smartphone para acionar a câmera e fazer a foto tocando em qualquer ponto da tela.
Samsung é única concorrente
A Motorola acredita que o Moto X tem condições de concorrer contra o Galaxy S4 e o iPhone 5, mas, de acordo com o consultor Guy Kawasaki, a sul-coreana Samsung é a única rival. "Eles [a Samsung] são líderes do mercado, têm o mesmo sistema operacional que o nosso [o Android], têm dinheiro infinito. Também têm aparelhos infinitos", disse.
