Cinco oficinas de assessoria técnica marcaram o encerramento, nesta sexta-feira (30), do Projeto: Capacitação das Redes Locais – Grandes Obras & Megaeventos realizado pela Secretaria da Mulher, Cidadania e dos Direitos Humanos em parceria com o Instituto Aliança. A atividade, que começou na última quarta-feira (28), reuniu cerca de 200 profissionais das áreas da assistência social, saúde, educação e ainda conselheiros de direitos, tutelares e operadores de direito, além de adolescentes e jovens vinculados a projetos sociais.

Nesse último dia de capacitação foram realizadas as seguintes oficinas técnicas: atendimento psicossocial para profissionais que atuam nos Creas e Creas Paefi da Orla Lagunar, localizado na Rua Marquês de Pombal, Vergel do Lago; e atendimento jurídico para profissionais da rede de defesa e responsabilização, incluindo conselhos tutelares, no auditório do Tribunal de Justiça, Centro.

Também foram realizadas oficinas técnicas de reinserção familiar e comunitária para profissionais que trabalham nos programas com famílias em situação de alta vulnerabilidade no Cras Pitanguinha; reinserção socioprodutiva para profissionais que atuam nas áreas de formação profissional, emprego e renda, na sede do Bolsa Família, Poço; e Participação /Protagonismo - (Adolescentes e Jovens), na Unidade Sesi Francisco Araújo Silva, localizada no Polo Multissetorial Governador Luiz Cavalcante, Distrito Industrial, Tabuleiro.

Já nos dois primeiros dias foi realizada a formação geral, quando a articuladora do Instituto Aliança, Graça Gadelha, fez uma breve apresentação do projeto e de seus componentes e o novo Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes e papel das políticas públicas no contexto dessas ações. A advogada, militante da área da infância e juventude e assessora da Umbrasil, Leila Paiva, proferiu palestra sobre os aspectos contextuais e conceituais da violência sexual contra crianças e adolescentes.

Para a secretária da Mulher, Cidadania e dos Direitos Humanos, Katia Born, que acompanhou uma parte da formação geral, o projeto é fundamental porque está focado na qualificação e humanização do trabalho dos profissionais, sobretudo os que atuam na rede socioassistencial, Creas, Cras. “Estamos realizando uma agenda efetiva de preparação dos profissionais que lidam com as crianças e adolescentes em situação de violência sexual”, afirmou Kátia. “Nós não podemos em momento nenhum tirar os olhos da questão da criança e do adolescente. Essa é uma rede de atendimento que a minha pasta, com muito esforço, tem trabalhado para conjugação de esforços no sentido de enfrentar o problema da exploração sexual de crianças e adolescentes”.