Integrantes de vários movimentos sociais e sindicatos vinculados a Central Única dos Trabalhadores (CUT) protestaram na tarde desta quarta-feira (28) em frente ao prédio da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), cobrando transparência e a implantação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denúncias de irregularidades na movimentação financeira do Poder Legislativo.
Com bandeiras, cartazes e faixas, o grupo distribuiu panfletos sobre as denúncias e leu ao microfone os nomes dos parlamentares que não assinaram o requerimento para a abertura da CPI.
“É um crime o escândalo da Assembleia. São desvios milionários e, enquanto isso, a sociedade sofre sem políticas públicas”, disse Amélia Fernandes, presidente da CUT, acusando o Governo do Estado de “patrocinar” a farra do Poder Legislativo, ao priorizar o aumento do duodécimo da ALE em detrimento de investimentos em saúde, educação e segurança.
Em um discurso duro, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), Consuelo Correia, criticou “os parasitas que se instalaram na ALE para tomar o dinheiro do povo que trabalha” e mandou um recado para os parlamentares alagoanos: “Fiquem atentos. Vejam o que São Paulo e o Rio de Janeiro estão fazendo contra os políticos corruptos”.
Cícero Lourenço, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social e Trabalho (Sindprev), lamentou que a Casa de Tavares Bastos vivesse a vida inteira enlameada em corrupção e falcatruas e cobrou do presidente Fernando Toledo (PSDB) a apuração das denúncias que ele classificou como o maior escândalo da história da ALE.
“Esse escândalo é pior que a Taturana. Imagino que mais de R$ 600 milhões que deveriam ter sido investidos nos serviços públicos do Estado foram sangrados da Casa. Hoje é um dia de comemoração, mas também de cobrar as responsabilidades do Governo do Estado e da Assembleia. Até os cabelos dos deputados estão envolvidos em corrupção”.
Vários sindicatos, a exemplo do Sinteal, Sindprev, Sindpol e Sindicato dos Bancários participaram do ato que marcou a comemoração dos 30 anos de fundação da CUT.
Após a manifestação, um parte do grupo seguiu em caminhada para o Palácio República dos Palmares, onde seria recebido pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) e outra parte foi recebida pelo presidente da ALE, deputado Fernando Toledo (PSDB), depois que os manifestantes invadiram a recepção da Casa de Tavares Bastos cobrando uma audiência com o tucano.



