Por ordem da 17ª Vara, o Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc)- do Ministério Público Estadual - assumiu as investigações do empresário Walmer Almeida da Silva, que ainda continua preso acusado no crime contra o sistema nacional de armas.
Quatro armas apreendidas na Operação Abdalônimo- via Polícia Federal- estavam com os registros vencidos.
Walmer também é acusado de sonegação de impostos: R$ 300 milhões.
A defesa do empresário nega os crimes.
A operação
A operação Abdalônimo foi desencadeada no dia 14 deste mês pela Polícia Federal, em parceria com a Receita Federal para combater a lavagem de dinheiro, sonegação de impostos, e falsificação de documentos. Foram presas quatro pessoas, entre elas o empresário Walmer Silva e sua irmã Vitória Zoolo.
De acordo com a PF, o esquema ilícito era liderado pelo o empresário alagoano, que se notabilizou pela incrível evolução patrimonial. Ainda segundo a Polícia, Walmer ostenta altíssimo padrão de vida possuindo diversos imóveis, carros superesportivos, um avião e um helicóptero. A Receita Federal informou que o investigado não declarou renda auferida condizente ou mesmo os bens que possuía.
A investigação avançou e a Polícia Federal descobriu que o suspeito se utilizava de subterfúgios criminosos, tais como a falsificação de documentos, criação de empresas de faixada e a ocultação de bens, mediante a utilização de terceiras pessoas, ou “laranjas”.
Os bens e as empresas eram registrados em nome de familiares do investigado e o esquema servia para sonegar os impostos devidos pelas empresas. Apurações preliminares apontam que as empresas do investigado teriam movimentado a quantia de 300 milhões de reais irregularmente nos últimos 05 anos.