Um erro no endereço de um mandado de busca e apreensão gerou investigação por parte do Conselho Estadual de Segurança (Conseg), que determinou à Corregedoria Geral da Polícia Militar que num prazo de 60 dias seja remetido ao conselho o resultado da apuração dos fatos, conforme acórdão publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira, 23.
O processo foi instaurado pela Comissão de Direitos Humanos da OAB/AL que pediu a apuração de denúncia contra policiais da Força Nacional. Conforme procedimento instaurado pela própria Força Nacional não houve qualquer operação do batalhão nem patrulhamento no dia e lugar do ocorrido e apontaram como responsáveis três policiais do Bope.
A invasão
No dia 11 de agosto de 2012, o senhor V. teve sua casa invadida às 4h30 da manhã por cerca de 12 policiais que afirmaram estar cumprindo um mandado de busca e apreensão na casa do acusado. Em seu depoimento, ele relatou que os policiais quebraram o portão da sua casa, dispararam tiros de arma de fogo que atingiram a sua cadela, reviraram e quebraram objetos em sua casa.
Com medo, o acusado pulou o muro e se refugiou na casa do vizinho que foi procurado pelos policiais informando que o endereço do mandado estava errado e que havia um equívoco. Ele também relatou que os policiais não informaram o motivo daquela operação.
Indignada a vítima, pediu que fossem apuradas as responsabilidades tanto de quem fez a denúncia quanto da autoridade que assinou o mandado.
