O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Legislativo de Alagoas (Stplal), Luciano Vieira, se pronunciou contrário à orientação do procurador geral da Assembleia Legislativa de Alagoas, Fábio Ferrário, que emitiu nota técnica para a Mesa Diretora da Casa sugerindo a implantação do controle de frequência para os servidores. “Só iremos acatar essa medida se ela também for válida para os ocupantes de cargos comissionados ligados aos deputados”, esclareceu.

Luciano Vieira avalia que o Legislativo alagoano deve primeiro sanar os débitos trabalhistas com os servidores efetivos antes de qualquer decisão. Para ele, não é momento de se discutir a implementação do ponto eletrônico, já que a categoria está desamparada. “A Mesa Diretora precisa urgentemente efetivar o acordo com os servidores, porque já estamos há mais de vinte anos sem receber benefícios. Precisamos de melhores condições de trabalho e setores funcionando. Esperamos que agora a Mesa Diretora se posicione favorável e promulgue o veto do governador para implantar a reposição salarial de 30% da categoria”, retaliou.

O deputado petista, Judson Cabral, afirmou anteriormente que a moralização da Casa de Tavares Bastos deve ser uma das pautas mais discutidas em plenário neste segundo semestre, e disse na oportunidade que a Assembleia Legislativa precisa primeiro conquistar credibilidade com os seus servidores para depois ter credibilidade na sociedade. “São os servidores que fazem com que a assembleia tenha vida”, justificou. O deputado João Henrique Caldas (PTN) também manifestou apoio à categoria e destacou que o parlamento precisa criar setores atuantes, “porque o servidor quer trabalhar e merece o respeito da Mesa Diretora”, considerou.