As páginas vermelhas do CadaMinuto Press, nesta segunda edição, trazem como entrevistado o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, o desembargador José Carlos Malta Marques. Entre diversas questões, Marques falou sobre a divulgação do áudio contendo uma discussão entre ele e a desembargadora Elisabeth Carvalho, divulgado recentemente na mídia alagoana.
Confira um trecho da entrevista:
Recentemente foi divulgado na imprensa um áudio com uma discussão entre o senhor e a desembargadora Carvalho. Como se encontra o clima no Tribunal de Justiça? É de harmonia ou existem arestas entre desembargadores?
O pleno hoje é harmônico. Na verdade, este episódio envolvendo a minha pessoa e a desembargadora teve uma conotação maior em um momento errado. Foi um julgamento em que existiu uma discussão tensa e que terminou – de parte à parte –com declarações das quais iríamos cobrar responsabilidades pelo que foi dito. Pedimos as cópias das sessões. Entendeu a desembargadora que foi ofendida por mim, e eu entendi que fui ofendido por ela. Depois, a desembargadora teve uma grandeza incomensurável. Em uma sessão, ela pediu a palavra e fez um comovido pronunciamento, relatando que havia feito considerações não apropriadas, pedindo desculpas. Foi um pronunciamento que emocionou a ela e a todos nós. As desculpas foram recebidas e acatadas. O incidente foi encerrado aí. Hoje temos melhor relacionamento com a desembargadora. Entendi as explicações dela. Ela entendeu as minhas. O clima no Tribunal é de harmonia entre todos os desembargadores.
Como o senhor tem avaliado o trabalho do Conselho Nacional de Justiça?
Avalio de forma extremamente positiva. O Judiciário não tem mais como permanecer de pé sem a presença do CNJ. Digo isto nem tanto pelo lado correcional, punitivo. Digo pela contribuição valorosa na organização dos Poderes Judiciários do Estado, na questão das metas estabelecidas, nas fiscalizações, inspeções pontuais. São pontos que servem de orientação. Por estes aspectos
é um Conselho extremamente importante. Ele tem falhas, há procedimentos excessivos, decisões que contrariam autonomia dos Judiciários estaduais. Mas, se fizermos uma “conta corrente” das ações, o saldo é extremamente positivo.
Como se encontra Alagoas em relação às metas do CNJ?
Não esteve muito bem. Até porque o próprio setor de estatísticas do Tribunal tem dúvidas quanto à apuração do resultado. Tenho a impressão pela movimentação que houve para o apressamento destas metas, que nas próximas medições já apresentaremos resultados bem melhores. Comparando o Judiciário de Alagoas com os demais do país, poderíamos afirmar que temos um poder ótimo, bom, regular, ou ruim? O Judiciário não é melhor nem pior que nenhum outro. Estamos na média. Ele tem defeitos e carências, como outros possuem.
Leia a entrevista completa no CadaMinuto Press, nas bancas nesta sexta-feira (16).
