Cerca de 60 famílias sem-teto, ligadas ao Movimento Via do Trabalho (MVT), que ocuparam parte da Avenida Pierre Chalita desde o dia de ontem, não têm previsão para desocupar o terreno. O líder do movimento, Marcos Antônio, conhecido como Marrom, afirma que a área já vinha sendo mapeada pelo MVT e para que os outros movimentos não chegassem antes ao local eles decidiram antecipar a vinda destas famílias.
“Essa é uma área de visibilidade e as famílias que estão aqui não têm moradia. A informação de que a gente veio porque a prefeitura disse que não havia dono, não procede”, assegurou o líder do movimento acrescentando que os ocupantes são de regiões próximas ao local de ocupação, como Cruz das Almas, Serraria e do próprio Sítio São Jorge.
Marrom garante que quatro pessoas já se apresentaram como dono do terreno e um deles chegou, inclusive, com um caminhão. “O que queremos é pressionar o governo para negociar conosco. Muitas famílias estão sem moradia. Estamos organizando o nosso acampamento e esperando alguém do poder público para negociar”.
De acordo com o líder, as famílias estão em segurança, já que o local escolhido para ocupação é cercado de verdes, o que impede o deslizamento de barreira. “Não queremos colocar as famílias em risco, aqui na avenida temos grande visibilidade e quem sabe desta forma chamamos atenção da população e do poder público para o problema destas famílias”.
O Movimento Via Trabalho também ocupa áreas na região do Benedito Bentes, Santa Lúcia, Bebedouro e Riacho Doce. Ao todo são cerca de duas mil famílias que tem o mesmo propósito: a moradia. “Algumas famílias destas áreas já estão cadastradas, mas, a previsão de entrega destas moradias é de dois anos, até lá, elas ficarão onde?”, questiona Marrom.



