Rebatendo as informações da última reunião do Conseg, segunda 12, em que os médicos não estavam cumprindo a resolução que determina atuação de médicos militares no IML, a assessoria da perícia oficial de Alagoas afirmou que os profissionais estão atuando desde o primeiro dia (26 de julho).
Ainda de acordo com a assessoria, os médicos estão realizando apenas os exames cautelares, ou seja, aqueles em que qualquer especialidade médica pode fazer. Os médicos militares atuarão no IML pelo prazo de três meses, podendo ser prorrogado por mais três, tempo suficiente para a realização do concurso da Perícia Oficial quando o governo Estadual pretende preencher as vagas existentes no instituto.
Conforme a resolução os médicos militares atuarão apenas nos exames de corpo de delito, como lesão corporal por agressão física e acidentes de trânsito. Os exames em mulheres vítimas do crime de abuso sexual continuarão a ser realizados pelos médicos legistas do quadro do IML que continuariam responsáveis pelos exames de necropsias e outros exames mais complexos na área de medicina legal.
Os militares seguem a seguinte escala: do dia primeiro do dia primeiro ao dia 15 estão escalados os médicos da PM e no restante do mês, os exames serão de responsabilidade dos oficiais médicos dos bombeiros, sendo dois médicos militares por dia.
A carência dos profissionais deve ser preenchida em breve já que o edital do concurso para perícia oficial do Estado já foi publicado. A Perícia Oficial oferece 37 vagas para quatro cargos de níveis médio e superior: perito criminal (20), perito médico-legista (8), papiloscopista (5) e técnico forense (4) mais cadastro de reserva para todos os cargos. Desse total, duas das vagas, uma para médico legista e outra para papiloscopista, são reservadas para portadores de deficiência que apresentarem declaração no ato da inscrição conforme modelo do edital.
