Apesar de estar entre os estados que pagam os maiores pisos para os professores que é de R$ 1.955,40 por 40 horas/aula, os professores alagoanos estão longe de se encontrar numa posição confortável e principalmente estável financeiramente. Um dos motivos do desconforto está no não cumprimento, na íntegra dos itens que compõem a Lei nº 11.738/2008.
De acordo com a norma o docente tem direito um período de 1/3 das horas aulas destinado à jornada de atividades extraclasse. A representante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal), Elenice Balbino, afirma que “essa cobrança já foi feita às instituições públicas que administram a educação”.
"Em Alagoas são muito poucas as unidades de ensino que conseguem por em prática o 1/3 das horas /aula para atividades extraclasse", comentou Elenice Balbino. A representante do Sinteal reforçou ainda que “para se aplicar essa medida será necessária a contratação de novos professores uma vez que 60% das atividades extras são realizadas ainda dentro da unidade de ensino com a correção de trabalhos, organização de material aula entre outras ações e os outros 40% do tempo são consumidos em atividades como elaboração de cadernetas e preparação de aulas, que são feitas na maioria das vezes na residência do professor”.
Outro ponto que o Sinteal defende é que para se cumprir a regra da jornada extraclasse se faz necessária a contratação de mais docentes e “a possibilidade de concurso público é bem remota”, disse Elenice.
A representante do Sinteal destaca ainda que “em alguns municípios e também em algumas unidades de ensino da capital o não cumprimento da Lei já é objeto de ação judicial”.
A assessoria da Secretaria Municipal de Educação informou que está ciente dessa lacuna e que já existe um grupo de estudos junto com o Sinteal e outras instituições ligadas à educação para estudar alternativas para a aplicabilidade do 1/3 destinado às atividades extraclasse.
