Quem vai vencer as eleições à presidência do PT em Alagoas?
São três candidatos: o deputado federal Paulo Fernando dos Santos, o Paulão; o deputado estadual Judson Cabral e Luiz Gomes.
No PT alagoano mandam Renan Calheiros e Fernando Collor. Após as eleições internas, eles terão mais ou menos poder. Hoje, com Joaquim Brito, os dois senadores são absolutos e incontestáveis.
E Brito? Manda na caneta e assina embaixo.
Não é um defeito.
Só que Renan manda no PMDB.
E Collor no PTB.
O PT de Alagoas não manda em si mesmo. Criou a terceirização de suas lideranças: seus líderes ainda são os mesmos- Collor e Renan. Desde 2002. Vão-se 11 anos.
E as aparências não enganam.
Há duas eleições, o PT segue a cartilha, à risca, em suas letras miúdas: sua militância sacode as bandeiras nas ruas e agita a rapaziada.
Isso após os caciques consultarem suas bases, que são...
...são... Collor e Renan.
Faz duas eleições o PT alagoano é coadjuvante. E na 2014, sequer é citado na disputa ao Governo.
Porque manda quem pode. Obedece quem precisa obedecer.
O PT só articula uma CPI na Assembleia Legislativa- no rastro das denúncias de João Henrique Caldas- após declarações públicas de Renan, avalizado por Collor, sobre o assunto.
Quem manda no PT, depois disso?
O PT de Alagoas perdeu suas duas vagas à Câmara de Vereadores. Cléber Costa não conta. O médico tem votos suficientes, em qualquer legenda, para levar uma eleição.
Ano passado, houve quem acreditasse, no PT, na ajuda de outros vereadores- de outras siglas, para ganhar eleição. O incrível "bigu" eleitoral.
É o mesmo "bigu", esperando Collor e Renan para conseguir cargos na Eletrobrás ou Chesf.
Ou quem sabe na cadeira marrom do Palácio República dos Palmares?
Nesta não vale: o PT já consultou suas "bases".
A eleição interna do PT pode dizer tudo. Ou nada.
Ela terá força de desafiar os dois astros-reis da política nacional?
Ou amiudar quem já é nanico?
