Após o recesso parlamentar, que deu férias aos 27 deputados estaduais, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Legislativo de Alagoas (Stplal), Luciano Vieira, reivindicou agilidade no cumprimento do Projeto de Lei de nº. 487/2013, que fixa o percentual de 30% da data-base acumulado nos anos de 2010 até 2014, a ser aplicado aos subsídios dos servidores ativos, inativos e pensionistas da Casa de Tavares Bastos.

Luciano Vieira pediu atenção especial aos parlamentares para que o acordo garantido pela Mesa Diretora seja incluído nas discussões deste segundo semestre. De acordo com o deputado Fernando Toledo (PSDB), o pagamento dos 5% iniciais, que estava previsto para o dia 31 do mês passado, foi adiado devido ao posicionamento do governador Teotonio Vilela Filho, que não deu parecer até a data prevista. Toledo justificou ilegalidade caso o pagamento fosse realizado antes da decisão do chefe do executivo estadual.

A sanção do governador, que era esperada para a última quinta-feira (8) foi publicada no Diário Oficial do Estado somente nesta sexta-feira. As principais demandas do acordo aprovado em assembleia geral com os servidores foram vetadas. Agora, a responsabilidade volta para o Poder Legislativo, que deve derrubar os vetos em plenário e promulgar (tornar aplicável) o projeto de lei até o final do mês corrente. “O presidente Fernando Toledo prometeu pagar a primeira parcela em folha suplementar e garantiu que o dinheiro já está na conta”, frisou Luciano, explicando que o benefício será retirado do duodécimo vigente.

Em entrevista à Assessoria de Comunicação do Stplal, o deputado Judson Cabral (PT) afirmou que a Assembleia Legislativa não tem problemas financeiros para deixar de cumprir com as demandas. “Eu acho que se a assembleia quer ter credibilidade, precisa primeiro ter credibilidade com os seus servidores, porque são eles que fazem com que a assembleia tenha vida”, disse o petista. O parlamentar se comprometeu com a categoria e afirmou que estará pronto para cobrar e apoiar qualquer medida que se faça necessária. “A Assembleia terá que prestar conta. E espero que isso aconteça para que a gente possa ter o parlamento agindo normalmente”, destacou.