Até duas semanas atrás, o deputado João Henrique Caldas (PTN) era uma das personalidades mais desprezadas da política local.
Ao assumir a Assembleia Legislativa, era chamado "o filho do João Caldas"- o "homem do estaleiro", de cabelos recauchutados.
No mandato, JHC falou dos serviços da Eletrobrás, das verbas das enchentes.
Queria João ter mais longas madeixas que o pai, o "grito da política"?
Veio a autorização da Justiça Federal para o acesso aos extratos bancários da Assembleia Legislativa, via Caixa Econômica Federal.
E João Henrique Caldas viu a mudança em uma semana.
Renan Calheiros citou-lhe nos discursos; Fernando Collor endossou Renan.
Calheiristas saem em defesa de JHC na Assembleia.
Os coloridos? Mimam o João até para o Senado. Mesmo ele tendo 23 anos e a idade mínima a um postulante à vaga ser de 35.
Para a vaga da Dilma? Falta um pulo.
Do ostracismo, o deputado recebe currículos para indicação a empregos, frases religiosas e propostas de apartamento de luxo.
O céu nunca esteve tão perto de um político alagoano.
