Mesmo em reuniões da categoria em Brasília, o presidente do Sindicato  dos  Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen), Jarbas Souza, fez duras críticas sobre o  funcionamento do sistema prisional do Estado.  A denúncia da vez, foi a falta de agentes para realizar a revista de alimentos e bolsas em dias de visita e participação de reeducandos  como auxiliares no serviço executado pelos servidores públicos.

Segundo Souza, o flagrante foi feito durante uma visita de representantes do sindicato aos presídios “Cadeião” e Cyridião Durval, onde constataram que presos estariam participando, junto com agentes, das revistas de alimentos  e bolsas que seriam entregues por familiares aos reeducandos.

“Encontramos as mais absurdas situações, como presos ajudando nas revistas dos alimentos e bolsas de quem visita os demais presos, ou seja, se quiserem, podem colocar qualquer tipo de material ilegal, até armas para facilitar uma fuga em massa e por em risco as vidas dos servidores. E a segurança da sociedade? Pessoal, deu pra perceber a gravidade do problema? Os presos ajudam os agentes a fazerem revistas nas visitas dos demais presos. E quem revista as coisas destes “presos servidores públicos?”, afirmou Jarbas Souza numa rede social.

As denúncias por parte do presidente do Sindapen seguem afirmando que a situação acontece porque o Superintendente Geral de Administração Penitenciária (Sgap), Coronel Carlos Luna, decidiu desviar funções dos agentes, que ocupam cargos desconhecidos, além da grande quantidade de servidores que não são concursados.

Outros problemas encontrados nas duas unidades prisionais, são referentes a escassez de agentes femininas, apenas duas, para fazer revistas das mulheres que visitam seus parentes nos presídios, cerca de mil por dia de visitação.

Além disso, a máquina de raio x que deveria ser fundamental no trabalho de  triagem dos alimentos e objetos entregues por familiares aos detentos, está parada, uma vez que alta um estabilizador que segundo o sindicato, custa em torno de R$ 300, valor que deveria ser pago pela Sgap.

RESPOSTA DA DIREÇÃO

Diante das denúncias, o CadaMinuto buscou contato com o Superintendente da Sgap, Coronel Carlos Luna, que através  da assessoria de comunicação, confirmou que a informação não procede e na realidade a revista é feita única e exclusivamente pelos agentes, com os  reeducandos auxiliando no transporte dos  alimentos até os módulos indicados.

A administração classificou ainda, que a denúncia é falsa e caluniosa e que todo procedimento de revista é sempre feito por um agente penitenicário, que desepneha a sua função original. Em tempo, a Sgap vai abrir uma sindicância administrativa para apurar as  denúncias do Sindapen.