Já se passaram 80 dias, quase três meses, e a presidente Dilma ainda não liberou um tostão da MP 587, aprovada pelo Congresso, que ampliou para os produtores de cana o auxílio emergencial financeiro, orçado em R$ 300 milhões

.Isso levou os fornecedores de cana em Alagoas, a confirmar mais uma reunião hoje, na Asplana com o presidente do Senado,alagoano de Murici, Renan Calheiros para tratar novamente do assunto.
 Sabe-se, que os usineiros e produtores de cana se mobilizaram em Brasília junto às principais lideranças no Congresso para convencer o Governo a estender a mão ao setor.

“Estamos cansados de tanto esperar. Infelizmente, só tivemos até o momento boa vontade da parte do Governo”,  comentou um fornecedor de cana em Alagoas que deseja pressionar a bancada federal.

Fornecedores de cana vão convocar também, o governador Teotonio Vilela para entrar no processo. Afinal ele é também usineiro, um dos acionistas da usina Seresta, que fica no município de Teotonio Vilela.

Negou e depois recuou

 Pressionada, Dilma se negou em assinar a MP, mas depois recuou.

A sua má-vontade provocou uma reação em cadeia no Nordeste. Produtores e cortadores de cana ensaiaram um protesto por ocasião da sua vinda a Pernambuco para inaugurar a Arena, o estádio de futebol.

Foi o suficiente para a presidente Dilmar recuar e garantir a medida, que, finalmente, passou facilmente na Câmara e no Senado.

Mas de nada adiantou. A equipe econômica, orientada pela presidente, deu um veto branco à MP. Tanto que já se vão praticamente 90 dias e nenhum produtor viu a cor do dinheiro e, provavelmente, não verá.

Como sempre, o Governo, que não quer ajudar o setor, gerador de mais de 1 milhão de empregos no País, dos quais 300 mil no Nordeste, vai continuar tocando o assunto com a barriga.

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