De acordo com os extratos das contas bancárias da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas referentes aos anos de 2010, 2011 e 2012, o parlamento estadual gastou R$ 260.951,60 em papel e artigos de escritório de uma única empresa e sem licitação.
O montante foi pago a MR Barbosa Nogueira (MR Papelaria), conforme os comprovantes apresentados pela Caixa Econômica Federal (CEF).
O recurso foi gasto com papel e material de escritório. Há suspeitas do fracionamento das despesas com o intuito de dispensar licitação. Todos os repasses – conforme os dados apresentados pela Caixa Econômica Federal (CEF) – são abaixo de R$ 8 mil. O último pagamento registrado é do dia 1º de novembro de 2011 no valor de R$ 7.816,02. Ao todo, são 33 repasses cuja média de valor é exatamente esta.
Há pagamentos registrados – com valor de mais de R$ 7 mil, mas sempre menos que R$ 8 mil – nos meses de janeiro e dezembro, quando os parlamentares se encontram de férias. Usaram eles tanto material de escritório assim durante o recesso?
O detalhe é que alguns deputados estaduais – como é o caso do próprio João Henrique Caldas, o JHC (PTN) – reclamam da falta de material de escritório em seus gabinetes e na própria Assembleia. Logo, é um serviço contratado que – em tese - atende apenas a Mesa Diretora e aos setores administrativos da Casa de Tavares Bastos.
O parlamentar Ronaldo Medeiros (PT) em passado recente também reclamou na imprensa de material de escritório. Mais: o assunto posto aqui neste blog não é novidade. O jornalista Odilon Rios já havia tratado sobre, basta clicar aqui. É mais um ponto para a Casa de Tavares Bastos explicar.
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