O senador Fernando Collor (PTB) “desafiou” o presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), deputado Fernando Toledo e o governador Teotonio Vilela Filho, ambos do PSDB, a abrirem a contabilidade da Casa de Tavares Bastos e da Secretaria de Estado da Fazenda para uma auditoria independente. O senador falou sobre o assunto na noite de ontem (30), ao chegar a Maceió.

Mesmo se referindo às denúncias de irregularidades na movimentação financeira da ALE em 2011, divulgadas depois que a Justiça determinou que a Caixa Econômica Federal (CEF) entregasse o material ao deputado João Henrique Caldas (PTN), o senador encontrou uma forma de criticar também o seu rival “número um”: Vilela, citando o fato de ele e Toledo serem correligionários tucanos.

Collor propôs que entidades como OAB/AL, Ministério Público Estadual e Federal, Tribunal de Contas, CUT e Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) formassem a “força-tarefa” responsável pela auditoria nas contas dos poderes legislativo e executivo e ressaltou “que não há como deixar de associar a possível malversação de recursos públicos na ALE à conivência do governo do Estado”.

“Se as contas do Legislativo estão sob suspeição, então essa mesma suspeita recai sobre os ombros do governador Vilela, que autoriza generosamente os repasses para a conta do Legislativo, alguns dos quais acima do valor estabelecido para o duodécimo do exercício, como já foi denunciado por parlamentares da própria Casa de Tavares Bastos”, argumentou, reforçando a importância de Toledo e Vilela permitirem a investigação, que deve ser ampla e  irrestrita, com o objetivo de “jogar luz e passar tudo a limpo”.

O senador, que vem se aproximando de JHC nos últimos tempos, também elogiou a atuação do parlamentar: “A iniciativa do deputado João Henrique Caldas merece o apoio da sociedade, porque é a busca da transparência, um clamor presente nas ruas”, afirmou, se referindo ao fato de JHC - autor das graves denúncias acerca de irregularidades na folha de pagamento do legislativo – ter tornado o caso público ao entregar a documentação para investigação do Ministério Público Estadual.