A frase é do ex-prefeito de Maceió (1986-89), Djalma Falcão, em entrevista ao jornalista Waldemir Rodrigues, na TV Assembleia. Ele mesmo admite a sua mais "desastrosa experiência política", do homem tão criticado na época que era chamado de "preguiçoso e incompetente". Os adjetivos são do próprio Djalma.

Djalma assumiu a Prefeitura de José Bandeira de Medeiros. A folha de pessoal estourava em 105% a arrecadação aos cofres da capital, que tinha 105 favelas, dependia do FPM e "quase ninguém pagava o IPTU".

Pedia ajuda federal. Era o Governo José Sarney. Voltava a Maceió com as malas cheias. De promessas.

Não tinha apoio do então governador: Fernando Collor. Djalma poderia se lançar ao Governo.

Quarenta e uma pessoas morreram em uma enchente. E só teve ajuda da Polícia Federal na assistência aos desabrigados.

Irmão do governador Muniz Falcão (afastado do cargo por quatro meses após o tiroteio da Assembleia Legislativa, em 1957), o capital político quase foi defenestrado do currículo de Djalma.

Assumiu a cadeira de senador por um ano e sete meses. Quando o titular- Renan Calheiros- foi ministro da Justiça na era FHC.

E quem é Renan? "Uma péssima companhia", diz o ex-político.

Djalma Falcão desistiu da política em 2000.