O vice-prefeito de Maceió, Marcelo Palmeira, o procurador-geral do Município, Ricardo Wanderley, e o secretário municipal de Habitação, Mac Lira, participaram na tarde desta sexta-feira (26) da audiência pública sobre a Vila dos Pescadores, proposta pelo Ministério Público Federal.

A procuradora da República, Roberta Lima Barbosa Bomfim, intermediou o encontro, que contou com a presença da presidente da Associação dos Amigos do Jaraguá (Amajar), Maria Enaura Alves do Nascimento, e da representante do Instituto da Vila dos Pescadores, Maria José dos Santos Martins.

Durante a fala do vice-prefeito de Maceió, Marcelo Palmeira, ficou claro que a gestão do prefeito Rui Palmeira pretende chegar a um consenso com os moradores por meio do diálogo.

“A Prefeitura de Maceió está mostrando os pontos positivos com os moradores deixando um local inadequado para morar, para viver dignamente. Estamos abertos à discussão e a ouvir os pontos divergentes dos moradores da Vila dos Pescadores”, salientou o vice-prefeito.

A recomendação do município é que os moradores que ainda habitam a Vila dos Pescadores, situada no bairro de Jaraguá, deixem o local por causa das condições precárias de vida.

De acordo com o secretário Mac Lira, diversas reuniões foram feitas com o Ministério Público Federal e com os moradores para que eles deixassem aquela localidade para morar no Conjunto Residencial Vila dos Pescadores, na praia do Sobral, onde as condições de cidadania e também de infraestrutura são melhores do que as da Vila, em Jaraguá.

Uma apresentação das reais condições de vida foi mostrada pela Secretaria Municipal de Habitação. No entendimento do procurador-chefe do Município, Ricardo Wanderley, o projeto de reurbanização da Vila dos Pescadores precisa ser executado, caso contrário, os recursos do governo federal, na ordem de R$ 24 milhões, serão devolvidos.

A Procuradoria

A procuradora da República, Roberta Lima Barbosa Bomfim, ressaltou que a audiência pública é um momento essencial para que haja entendimento entre Prefeitura e moradores. Além do mais, houve espaço para as explanações de professores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), da Defensoria Pública da União, da Secretaria do Patrimônio da União e a análise pericial em antropologia do Ministério Público Federal.