A má notícia para o torcedor do Atlético-MG: o time tem um obstáculo monumental no caminho até a conquista do seu primeiro título mundial, o Bayern de Munique do técnico Pep Guardiola. A boa notícia: para aumentar as chances de sucesso nessa missão espinhosa, a diretoria do clube deverá preservar quase toda a equipe que conquistou a Copa Libertadores, na madrugada desta quinta, no Mineirão. O elenco tem muitos jogadores já rodados, que não deverão se deslumbrar com possíveis ofertas da Europa. O único atleta que preocupa de verdade a torcida mineira é Bernard, o jovem craque que vem de uma sequência notável de títulos (Copa das Confederações com a seleção e Libertadores com o Atlético) e já é cobiçado por vários clubes europeus.
"O que vai acontecer comigo amanhã só cabe a Deus decidir. Meu desejo é de ficar. Não tenho nem o que falar desta torcida e desta cidade. Se pudesse, ficaria aqui pelo resto da vida", disse o rápido meia-atacante no fim do emocionante duelo com o Olimpia. A situação do atleta, no entanto, não é tão simples assim. Ele desperta o interesse de clubes como Arsenal (Inglaterra), Porto (Portugal) e Shakhtar (Ucrânia), e o presidente do Atlético, Alexandre Kalil, já disse que venderia o jogador caso algum clube aceitasse pagar a multa rescisória de Bernard. "Desde o início da temporada havia especulações sobre se eu iria sair ou não, mas eu sempre falei que, se um dia eu saísse, seria com um título importante", afirmava o atleta, sabendo que a final pode ter sido sua despedida do time.
Em relação ao resto do elenco, a situação é relativamente tranquila. Só dois titulares, Ronaldinho e Richarlyson, têm contratos com vencimento no fim do ano. O Gaúcho não deverá se deixar seduzir por propostas do exterior, já que vive seu melhor momento em muitos anos vestindo a camisa alvinegra. Outros dois destaques da conquista, o goleiro Victor e o atacante Diego Tardelli, têm contratos que vencem só em 2017, o que torna uma possível saída muito mais custosa para os interessados. Há também os jogadores que já tiveram experiências no exterior e retornaram - e que, portanto, não estariam tão propensos a deixar de lado o clube neste momento vitorioso só para ganhar um pouco mais na Europa. São os casos do capitão Réver, do volante Josué e do atacante Jô, artilheiro da Libertadores 2013.