O Procurador-Geral de Justiça, Sérgio Jucá, definiu quais os promotores que irão trabalhar em conjunto para investigar a morte do secretário de Turismo de Traipu, José Valter Matos Palmeira, crime ocorrido em 2011. Os nomes foram publicados na Portaria nº 850, do Diário Oficial desta quinta-feira (25).

Foram designados para atuar conjuntamente com a promotora Karla Padilha Rebelo Marques, que atualmente oficia no município, dez promotores, entre eles o coordenador do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, 48º promotor de justiça de Maceió.

Os outros nomes foram Luiz Tenório Oliveira de Almeida, promotor de justiça de São José da Tapera; Givaldo de Barros Lessa, promotor de justiça de Maceió; Marluce Falcão de Oliveira, promotora de justiça de Maceió; Marcus Aurélio Gomes Mousinho, promotor de justiça de Palmeira dos Índios; Antonio Luis dos Santos Filho, promotor de justiça de Santana do Ipanema; Rogério Paranhos Gonçalves, promotor de justiça de Palmeira dos índios; Martha Bueno Marques Pinto, promotora de justiça de Pão de Açúcar; Humberto Henrique Bulhões Barros, promotor de justiça de Penedo; e Sitael Jones Lemos, promotor de justiça de Penedo.

Na quarta-feira (24), Jucá havia antecipado à imprensa, em coletiva, a designação de dez promotores para trabalharem no caso. As informações foram repassadas após a prisão do ex-prefeito de Traipu, Marcos Santos, apontado como autor intelectual do crime. A prisão solicitada foi de caráter temporário, que prevê detenção de 30 dias. Entretanto, o MP já analisa a possibilidade de pedir a conversão da prisão temporária em prisão preventiva, que passa a não mais ter prazo definido de reclusão.

O órgão solicitou a prisão de Marcos Santos, após a localização do autor material do crime.  Erivan Alves dos Santos, flagrado por câmeras de segurança da cidade executando a vítima, foi detido em São Paulo, no último dia 18. Ao ser ouvido pela diretora da Deic, pelo delegado regional de Arapiraca, Isaías Rodrigues, presidente do inquérito e pela promotora Karla Padilha, Erivan Alves apresentou informações relevantes e apontou o ex-prefeito como autor intelectual. O depoimento de Erivan aconteceu na sede da Deic, na última segunda-feira (22), e durou mais de quatro horas.

Marcos Santos negou ser o mandante do assassinato do ex-secretário de Traipu José Valter Matos Pereira. Santos disse ser vítima de armação e perseguição política.Ele atribuiu sua prisão à prefeita Conceição Tavares e à promotora de justiça Karla Padilha. Marcos disse que as duas atuaram politicamente para efetivar a sua prisão. "Assim como Jesus Cristo foi crucificado e inocentado, me declaro inocente", disse à imprensa. 

A presidente da Associação do Ministério Público de Alagoas (Ampal), Adilza de Freitas, se manifestou sobre as declarações de Marcos Santos. Ela disse que o ex-gestor foi leviano e irresponsável. Já Padilha não quis comentar as declarações do acusado.

Crime há dois anos

O secretário de turismo de Traipu, José Valter Matos Palmeira, foi executado na madrugada do dia 14 de maio de 2011, no momento em que chegava a sua  residência, localizada no Centro da cidade. O executor, Erivan Alves dos Santos, 40, teria chegado ao local momentos antes e se escondido nos fundos de uma construção vizinha. Ao chegar  e entrar na residência com seu carro a vítima é surpreendida pelo acusado e morta com dois disparos de arma de fogo na cabeça.

Desde o início das investigações, Erivan era apontado como o autor material do crime. O mesmo esteve foragido até o último dia 18.