Nesta terça-feira (23), data em que foi publicada no Diário Oficial do Estado a exoneração de Marcos Guerra do cargo de procurador da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), a página eletrônica do Poder Legislativo divulgou uma nota onde o ex-servidor nega que tenha sido coagido por qualquer membro da Mesa Diretora, conforme foi divulgado em alguns meios de comunicação.
A saída de Marcos Guerra do cargo gerou burburinho no meio político, uma vez que acontece no momento em que a cúpula da Casa de Tavares Bastos enfrenta uma nova crise institucional devido às denúncias de irregularidades na folha de pagamento no exercício de 2011.
As distorções encontradas na movimentação financeira da Casa, a exemplo de servidores recebendo até 102 salários em um ano, funcionários fantasmas e depósitos de altas somas em dinheiro nas contas de poucos privilegiados fizeram com que o Ministério Público Estadual (MPE) estipulasse um prazo de 15 dias para os integrantes da Mesa Diretora se explicarem.
A reportagem do CadaMinuto tentou, por inúmeras vezes, contato com Marcos Guerra para questionar se sua saída tinha alguma relação com a crise ou com a suposta "coação", mas não obteve êxito.
Abaixo, a nota na íntegra:
"Ciente da repercussão do meu pedido de exoneração, notadamente quanto à especulação de que eu teria sido coagido a retardar o andamento de processos administrativos de servidores ou mesmo mudar o meu convencimento jurídico sobre o enquadramento estabelecido pelo PCC, tenho a dizer que isso nunca aconteceu, pois nunca fui coagido por qualquer membro da Mesa Diretora, os quais sempre me destinaram elevado grau de respeito e consideração. Esclareço que somente protocolei um pedido formal de exoneração porque senti que a amizade construída entre mim e o Presidente da Casa o colocava em desconforto com as conversas que tivemos sobre a minha saída. Por fim, explico que há bastante tempo havia decidido deixar o cargo com a finalidade de retornar ao exercício da advocacia e pôr em prática alguns objetivos pessoais, estas foram as razões de minha saída”.
Marcos Guerra Costa
