O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Alagoas (OAB), Daniel Nunes, comentou os números do Mapa da Violência divulgados nesta quinta-feira (18) e que apontam Alagoas como o estado onde morrem mais jovens no Brasil. Ele cobrou do governo reforço no efetivo das polícias Civil e Militar, além de investimentos em programas voltados para os jovens.
Nunes afirmou que apesar dos números serem relativos ao ano de 2011, eles revelam que o estado se mantém como um dos mais violentos do país na última década. Ele também disse que a pesquisa do Centro de Estudos Latino-Americanos (Cebela) reforça o relatório divulgado em junho pela comissão e que aponta um aumento de 10% no número de mortes de jovens no estado somente nos cinco primeiros meses.
“Os números do Mapa da Violência só mostram as mortes ocorridas até 2011, mas o nosso levantamento aponta que em 2012 e este ano, houve um aumento preocupante no número de mortes contra jovens em Alagoas”, disse.
O presidente da Comissão se mostrou preocupado também com o número elevado de mortes que acontecem nas cidades da região Metropolitana de Maceió. Rio Largo e a capital foram apontadas como a segunda e terceira cidades, respectivamente, onde mais de matam jovens no país.
“Temos uma preocupante elevação no número de mortes de jovens em cidades da região Metropolitana, além de Arapiraca e São Miguel dos Campos. A área é uma das mais violentas do país”, afirmou Daniel Nunes.
Assim como havia afirmado quando o relatório da OAB foi divulgado e mostrou a elevação no número de mortes, Daniel Nunes disse que o governo do estado deve investir na contratação de mais policiais militares, além de fazer investimentos em políticas públicas voltadas para os jovens.
“Não é só equipar o policial, comprar mais arma, colete e viaturas. Tem que investir em pessoal. Foram chamados mil policiais no último concurso, mas esse efetivo não é suficiente para a demanda da violência em Alagoas. O governo também tem que pensar urgentemente em políticas para os jovens. Eles estão morrendo muito rápido. Nós da OAB já mostramos que a violência está aumentando e agora o estudo do Cebela reforma tudo isso”, colocou.
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