A Central Única dos Trabalhadores em Alagoas (CUT-AL) cobra do governo do Estado uma solução para as cerca de 300 famílias de sem-teto que ocupavam uma área no bairro Santa Lúcia e foram despejadas na última quinta-feira (18). Sem terem para onde ir, as famílias decidiram acampar provisoriamente no prédio-sede da Eletrobras.
Para a presidenta da CUT-AL, Amélia Fernandes, a situação mostra a falta de compromisso do governo estadual com a questão agrária. Amélia criticou o aparato policial mobilizado para tirar os sem-teto do terreno da Santa Lúcia. “Ao invés de resolver o problema, o governo mandou o Bope, a Cavalaria, os cachorros e até uma ambulância do Samu, num verdadeiro clima de guerra”, afirmou a sindicalista. “Não há, no governo estadual, a preocupação de valorizar o homem e a mulher do campo, e os movimentos que lutam pela são criminalizados”.
Amélia lembrou que a reforma agrária é uma bandeira histórica da CUT. A entidade considera que, para os trabalhadores, o acesso à reforma agrária é primordial para o suprimento dos direitos básicos previstos na Constituição Federal. “Entendemos que é de extrema necessidade o assentamento dessas famílias para a democratização do acesso à terra e à produção de alimentos”, ressaltou. “Os trabalhadores rurais necessitam de apoio para ter acesso à educação, à saúde e à cultura”.