Atualizada às 12h43
Após o cumprimento do mandado de reintegração de posse pela Polícia Militar, durante a manhã desta quinta-feira (18), as famílias que ocupavam o terreno da construtora Lima Araújo, no bairro da Santa Lúcia, vão instalar um acampamento na Praça Sinimbu até que encontrem um novo local para se instalar.
Segundo Marcos Antônio Silva, o Marrom, representante do Movimento Libertação Sem Terra (MLST), muitas famílias não tem onde ficar, já que aguardavam uma posição do governo do estado em relação às casas. O grupo vai realizar uma assembleia e decidir para onde as famílias desabrigadas irão.
“Estamos nos organizando para ainda hoje ir para a praça Sinimbu. Vamos montar acampamento lá até que seja definido o local que iremos ocupar”, afirmou Marrom.
Nas primeiras horas de hoje, militares de vários batalhões iniciaram uma operação para o cumprimento da reintegração de posse do terreno, ocupado há mais de dois meses por famílias pertencentes a movimentos agrários. A notificação para a desocupação foi definida pela juíza Maria Valéria Lins Calheiros e expedida pela justiça no dia 12 do mês passado, segundo o oficial responsável as lideranças do movimento foram procuradas a exato um mês, mas não quiseram recebê-la.
O clima no local ficou tenso após a polícia usar bombas de efeito moral e balas de borracha.
Três retroescavadeiras iniciaram a destruição dos barracos. A ação foi acompanhada de perto pelas famílias que ocuparam o espaço. Unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para atender pessoas que passaram mal e se feriram num confronto inicial com a polícia.
As famílias ocuparam o espaço de cinquenta hectares que pertence a uma construtora e foi dividido em lotes, onde os barracos foram construídos. Durante todo o processo as lideranças dos movimentos agrários no local cobraram a entrega de casas que foram prometidas mais nunca entregues e pediram maior atenção dos órgãos públicos responsáveis.
Ainda segundo o oficial, outro mandado será expedido em breve contra a atuação do líder do movimento, Marcos Antônio da Silva, o Marrom.
