Após a reintegração de posse do térreo da construtora Lima Araújo, localizado no bairro da Santa Lúcia, parte alta da cidade, cerca de 300 famílias estão acampadas na sede da Eletrobras, no bairro do Farol. A movimentação no local teve início no começo da tarde desta quinta-feira (18) quando as famílias deixaram o terreno.
De acordo com o representante do Movimento Libertação Sem Terra (MLST) Marco Antônio dos Santos, conhecido como Marrom, o objetivo do movimento era ocupar a Praça dos Martírios, no Centro, mas devido às chuvas a programação foi alterada. “Nós vamos passar a noite aqui no prédio”, disse Marrom.

A direção da Eletrobras, em Alagoas, acionou a Polícia Militar para evitar que a parte interna do prédio seja invadida pelas famílias. Em entrevista ao CadaMinuto, Vladimir de Abreu afirmou que reconhece a reivindicação do movimento, mas garantiu que o órgão não tem como oferecer moradia. “O prédio não tem condições para acomodar essas pessoas”, frisou.

Segundo ele, a Eletrobras também irá ingressar na Justiça com um pedido de reintegração de posse. Equipes do Gerenciamento de Crise da Polícia Militar tentam uma negociação para a retirada das famílias do local.
“Nós vamos ficar aqui porque não temos para onde ir. Amanhã será um novo dia”, afirmou Marrom ao ser indagado sobre a permanência das pessoas na Eletrobras.
O tenente Thiago, da Polícia Militar afirmou que equipes da PM e da segurança patrimoniala ficarão de plantão no prédio para fazer a segurança até seja feita a desocupação.
Para acomodar melhor as famílias a direção da empresa irá colocar à disposição delas dois banheiros químicos. "Além de permitir a permanência dessa pernoite é só isso que podemos oferecer",comentou o representante da direção da Eletrobrás, Jerson Leal.




