Deputados e senadores já apresentaram 567 alterações ao texto original da medida provisória que cria o programa Mais Médicos, lançado pelo governo federal para facilitar a vinda de médicos estrangeiros ao Brasil e ampliar em dois anos os cursos de medicina. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, ao menos 58 emendas colocam sob risco pontos centrais da proposta. Isso porque excluem a criação do segundo ciclo nos cursos - com trabalho de dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS) – ou porque exigem que o médico de fora tenha seu diploma revalidado para atuar no Brasil, exigência dispensada pelo governo.

"É a única medida provisória que deu unanimidade, só que contrária. Não conheço uma pessoa que defenda", disse à Folha o deputado Eleuses Paiva (PSD-SP), autor de 31 emendas ao texto do Executivo. O relator da medida ainda não foi definido. A comissão que vai analisar o texto pode ser instalada nesta quarta-feira. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que o governo está disposto a "aprimorar" o texto com comissão de reitores criada para debater as mudanças.