O senador Fernando Collor (PTB) mudou o foco do ataque ao governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). Após insistir nos números da violência na era tucana, sugere que os repasses - a mais- do duodécimo do Executivo ao Legislativo ajudaram a travar a ação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra o governador, na Operação Navalha. O STJ não processou Vilela por faltar autorização da Assembleia Legislativa.
Collor- mais uma vez- usa sua habilidade política. Ele poupa um aliado histórico: o ex-ministro do TCU, Guilherme Palmeira. A prima dele- Maria de Fátima César Palmeira- era diretora comercial da construtora Gautama e considerada- segundo as investigações da Polícia Federal na Navalha- "braço direito de Zuleido [Veras, dono da construtora]", “ocupando posição de destaque na estrutura da quadrilha".
Em março deste ano, Maria de Fátima e mais quatro pessoas foram retiradas da lista dos acusados no esquema. Na época, o Ministério Público Federal ofereceu denúncia contra 61 pessoas.
Foi Guilherme quem indicou Collor à Prefeitura de Maceió na época da ditadura militar. É tratado- até hoje- pelo senador como seu padrinho político.
Hoje, Guilherme é aliado de Vilela.
Collor passou na frente ao tomar- para si- o anúncio da concessão da licença- via Ibama- para a construção do estaleiro Eisa. Em verdade, o Governo jura que o Ibama avisou a todo mundo, incluindo Vilela.