A Polícia Civil de Alagoas ainda não tem prazo para concluir as investigações sobre o sumiço da jovem Roberta Costa Dias. Ela desapareceu em abril do ano passado misteriosamente após sair de casa para realizar um exame pré-natal em uma unidade de saúde de Penedo. O delegado-geral da Polícia Civil Paulo Cerqueira disse ao CadaMinuto na sexta-feira (12) que dará o tempo que for necessário para os delegados solucionarem o caso.

Em junho ele disse à imprensa que o caso seria esclarecido até o dia 15 deste mês. Ele informou que no dia 25 de junho nomeou uma comissão de delegados para atuar no caso. O delegado e coordenador da Delegacia de Homicídios, Cícero Lima está presidindo o inquérito e conta com o auxílio do delegado Rodrigo Sarmento, da Divisão Antissequestro e da delegada Ana Luíza Nogueira, da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic).

Cerqueira disse que alguns pontos da investigação precisavam de uma investigação mais profunda, daí uma força-tarefa foi montada a fim de esclarecer o sumiço da jovem. Ao ser questionado sobre uma possível mudança na linha de investigação ou algum fato novo que teria surgido, o delegado disse que preferia não comentar.

“Eu darei o tempo que for necessário para os delegados concluírem o inquérito. Por enquanto não quero falar nada sobre a investigação para não comprometer o trabalho realizado até então”, disse.

O Cada Minuto conversou com a delegada Ana Luíza Nogueira, que comentou rapidamente o caso. Ela disse que ainda era cedo para dar algum detalhe sobre o andamento das investigações já que a comissão tinha sido nomeada a poucos dias.

O delegado Cícero Lima, que preside o inquérito também foi procurado, mas até o fechamento dessa reportagem, ele não havia atendido nem retornado às ligações.

 

Relembre o caso

Roberta foi vista pela última vez em Penedo no dia 11 de abril de 2012 quando saiu de casa para realizar um exame pré-natal. A família contou que antes de desaparecer, ela foi vista na casa do namorado e depois na companhia de uma amiga que a acompanhou na consulta. Depois disso, ela nunca mais foi vista.

O namorado de Roberta, pai do filho que ela esperava, chegou a ser apontado como suspeito pela polícia, mas ele negou qualquer pressão e afirmou que não sabia da gravidez da namorada.

O celular da jovem foi encontrado dois meses depois de seu desaparecimento em um terreno baldio próximo á unidade de saúde. O aparelho foi revendido e recuperado tempo depois. A Polícia Civil em Penedo chegou a interrogar o namorado, a amiga e familiares de Roberta, mas em nenhum dos depoimentos foi encontrado algum detalhe que ajudasse a solucionar o caso.

O computador e o telefone da jovem também chegaram a ser periciados. Ainda no ano passado, um corpo com características semelhantes ao da jovem foi encontrado em Coruripe e a polícia chegou a suspeitar que fosse Roberta. Porém, os exames mostraram que não se tratava da jovem desaparecida.

O caso voltou á tona após a desembargadora Elisabeth Carvalho cobrar a elucidação do caso durante uma sessão do Pleno do Tribunal de Justiça em abril deste ano.

Também em abril, familiares e amigos da jovem concederam entrevista ao CadaMinuto. A irmã de Roberta, Amanda Costa Dias, relatou que foi um ano muito difícil para família, que vem sofrendo com o “silêncio” da Polícia Civil. A investigação do caso, coordenada pelo titular da Delegacia Regional de Penedo, Rubéns Natário, foi entregue à Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic). Segundo Amanda, mesmo com a Deic à frente o caso nada mudou sobre as respostas dadas pela Polícia.