A Secretaria de Estado da Pesca e Aquicultura (Sepaq) vem, por meio desta nota, denunciar a destruição do abrigo na Barragem Boacica, no município de Igreja Nova – que estoca materiais, utilizados no cultivo do Programa Alagoas Mais Peixe e que também servia como ponto de apoio dos trabalhadores da Associação dos Agropecuaristas e Aquicultores da Barragem de Boacica de Igreja Nova (Aagrobin) - o qual o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais daquele município, José de Souza e seus irmãos (Erivaldo e Dorgival de Souza) realizaram na última quinta-feira (11).

De acordo com diretor de aquicultura continental da Sepaq, Genilson dos Anjos, que acompanha o Programa Alagoas Mais Peixe, a discussão sobre o Denúncia: Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais destrói casa do Programa Alagoas Mais Peixe em Igreja Novaassunto, começou há alguns meses. Ele afirma ainda, que a construção do abrigo foi um desafio.

“O local onde o abrigo precisava ser construído era às margens da barragem, para facilitar o manejo, que pertence à União, ou seja, é de domínio publico. No entanto, o sr. José de Souza tinha conseguido junto a Companhia de Desenvolvimento dos Vales São Francisco e Parnaíba (Codevasf), a cessão de um terreno acima da barragem e consequentemente, da área que o abrigo foi levantado.

Todo o material utilizado para a construção foi levado para o local, de forma manual, pelos associados (cimento, tijolos, telhas, areia e etc), sem qualquer ajuda de máquina ou animal de carga, porque o sr. José de Souza não deixava ninguém passar na área de concessão dele”, explicou o diretor.

Para o secretário da Sepaq, Regis Cavalcante, o ato do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, José de Souza foi criminoso. “Esse ato não podia ser feito por ninguém, muito menos pelo próprio representante dos trabalhadores rurais. Como é que ele prejudica o próprio segmento em benefício próprio? E o pior, sem a terra ser dele! Ela é pública. Vamos providenciar o encaminhamento da ação de destruição para a Secretaria de Defesa Social”.

Entenda o caso

Segundo o presidente da Aagrobin, Antônio Santos, no mês de maio, por conta das divergências encontradas entre as partes já citadas, técnicos da Codevasf chamaram-nas para conciliação acerca da permanência do abrigo no local.

“Nesta ocasião, ficou acordado que a Aagrobin teria um prazo de seis meses para retirada do abrigo. No entanto, após somente dois meses, datada, da última quinta-feira (11), um associado da Aagrobin, João Evangelista Rodrigues, estava no seu turno de trabalho no abrigo, quando foi abordado, por José de Souza, seus irmãos e mais dois capangas, exigindo a saída do associado do local. Caso se recusasse eles derrubariam o abrigo por cima dele. Sem nenhuma reação agressiva, ele saiu e avisou aos outros associados, que ao chegarem ao local, encontraram o abrigo destruído. Na sexta-feira (12) foram à delegacia de polícia de Penedo e denunciaram o sr. José de Souza, conhecido como Zezé”.