A música está presente na vida de todas as pessoas. Todos nós temos uma trilha sonora para algum momento especial. A memória musical nos acompanha por toda a vida. O alagoano Júnior Almeida já está na estrada há vários anos e tem impulsionado a arte alagoana para além das fronteiras da Terra dos Marechais.

Dando sequência à série de entrevistas do CadaMinuto, agora conheceremos um pouco mais sobre o cantor e compositor alagoano Júnior Almeida.

 

CM – Aonde você nasceu?

JA- Sou alagoano, natural da cidade de Maceió.

 

CM - Quando você descobriu que tinha inclinação para a música?

JA - Ainda era garoto e já adorava cantar acompanhando as músicas que tocavam no rádio. Decorava as letras e tinha os meus artistas preferidos. Era tímido demais para cantar em público. Mas me divertia bastante com os amigos inventando bandas com instrumentos improvisados.

 

CM – Há quanto tempo você está com a música profissionalmente falando?

JA - Acho que devo estar com uns 28 ou 29 anos de música. Lembro-me que a primeira vez que subi no palco para defender uma carreira solo foi no festival universitário da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) em 1985.

 

CM – Qual foi o seu primeiro show solo?

JA - O meu primeiro show com uma carreira solo já definida na minha cabeça foi o "Champagne Pra Nós Meu Blues", no teatro de Arena. Não lembro o ano. Antes me apresentei com as bandas "Caçoa Mas Num Manga" e "Efeito Colateral".

 

CM – Como você definiria seu estilo musical?

JA -  Tenho dificuldade em definir o que faço. Mas pode ser música popular brasileira. No sentido mais abrangente que esta definição pode ter.

 

CM – Existe algum tipo de  apoio da máquina pública para os artistas alagoanos?

JA - Apoio governamental? Pouquíssimo. Existem ações isoladas. Acho que falta uma política cultural séria que fortifique a profissionalização do músico no seu aspecto econômico. Que permita o desenvolvimento e a ampliação da cadeia produtiva (técnicos, músicos, produtores, etc). Projetos que possibilitem a circulação da produção artística que é tão intensa no nosso estado.

 

CM- Apesar da falta de apoio você é um vencedor. Uma música tua está na trilha sonora de uma novela nacional. Como você se sente com esse reconhecimento?

JA - Tive a grata surpresa de ter uma música minha e do Ricardo Guima  interpretada por Ney Matogrosso , (A Cor do Desejo), escolhida para ser tema de personagens da novela Saramandaia. É uma realização profissional e uma possibilidade imensa de dar visibilidade ao nosso trabalho.

 

CM - Depois de quase três décadas dedicadas à arte você apresenta nesta quarta-feira (17), no teatro Deodoro, o show Memória da Flor. O que o público pode esperar desta apresentação?

JA - Vamos tocar todas as músicas do cd "Memória da Flor". Músicas de discos anteriores como "Os Sinais", "Verde" e "A Cor do Desejo". Versões de músicas de autores que gosto como "O Cavalheiro e os Moinhos" (João Bosco) e "Parabolicamará" (Gilberto Gil) e uma composição nova que se chama "Seu Perdão".

 

CM – Quem faz parte da equipe que está na produção e banda do  show Memória da Flor?

JA - O show tem a produção e direção da Sue Chamusca e a participação dos músicos Toni Augusto, Bruno Palagani, Fabinho Oliveira, Marcio Cavalcanti e Dinho Zampier. Também teremos a participação da cantora Irina Costa.

 

Outras informações sobre o show:3235-5301 / 9928-8675