Dez anos sem limpeza. Eis o tempo em que o trecho da Lagoa Mundaú situado no Dique Estrada ficou esquecido. Hoje, os tempos são outros e desde que a nova gestão Prefeitura de Maceió assumiu, a Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum) tem dado à devida e merecida atenção à região.
Após diversas operações de limpeza, mudança nos dias de coleta de lixo (que agora é diária), aumento e relocação dos contêineres e a presença de uma equipe fixa de garis, a Lagoa Mundaú recebe um mutirão de limpeza neste sábado (13), com a presença de 90 agentes que irão intensificar os serviços começados desde o início de semana. O problema do lixo na região é complexo e resultante de uma série de fatores que estão sendo estudados e já combatidos pela Slum.
“Quando assumimos, ela parecia um grande depósito de lixo a céu aberto”, avalia Gustavo Novaes, superintendente da Slum. “Ela carecia de manutenção, que agora estamos dando com maior ênfase”. O gestor estima que a última ação que tivemos na área da lagoa ocorreu há mais de uma década, na época de um projeto chamado Gari Pescador, realizado a partir de convênio com a associação de pescadores.
O mutirão desde sábado encerra a primeira fase, que teve como objetivo retirar o grosso da sujeira e higienizar alguns trechos. Num primeiro momento, as equipes atuaram no canteiro central e nas duas margens das ciclovias que beiram a avenida.
Já na segunda fase, iniciada desde a última terça-feira, a equipe fixa começou os trabalhos na parte da orla propriamente dita, retirando o lixo depositado nas margens da lagoa, na extensão compreendida entre a Levada e o Trapiche. “A ideia é que possamos iniciar a remoção desse lixo e depois pensar em outras ações para atender outros pontos em que não conseguimos entrar em virtude das invasões”, explica Gustavo Novaes.
Novos projetos
Além das ações já iniciadas, a Slum planeja novos projetos para aperfeiçoar os serviços de limpeza da região lagunar. A partir de meados de outubro, pretende-se reordenar a coleta de lixo, implantar ecopontos e promover ações de educação ambiental direcionadas ao local. “Nesse primeiro momento vamos dar uma higienizada, manter isso num nível aceitável e depois entrar com o projeto para acabar de vez com aquela problemática”, avisa o gestor.
Muito do descarte inadequado é fruto do desordenamento urbano da região. Para complicar, há locais em que os agentes e os equipamentos utilizados para realizar a limpeza não têm acesso. “Há lugares em que não temos acesso em função das invasões – não vamos conseguir um trabalho tão eficaz quanto se necessita. Só teremos uma solução definitiva apenas quando estas famílias forem removidas do local”, estima o superintendente.
