O coordenador Jurídico do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Adriano Argolo, disse que o movimento irá requerer do Ministério Público Estadual (MPE) agilidade em relação à análise dos extratos da movimentação financeira da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) referentes ao ano 2011.

Argolo destacou que o Poder Legislativo é um ‘status quo’ da Taturana e cobrou   ainda que o Poder Judiciário dê prosseguimento ao processo por improbidade administrativa movido contra os denunciados na operação da Polícia Federal.

“Existe a cultura da corrupção na Assembleia. Enquanto os denunciados na Taturana não forem julgados pelo colegiado essa turma não vai sentir pressão. Cabe ao Tribunal de Justiça cumprir seu papel constitucional, ouvir a voz das ruas e julgar. Será um ganho caso esses acusados se tornem ficha suja”, analisou.

O advogado lembrou que também está nas mãos da justiça o julgamento de uma ação movida por um grupo de servidores da Casa de Tavares Bastos cobrando o pagamento de 16 anos de direitos trabalhistas, a exemplo de férias e qüinqüênios. Segundo ele, o processo está sendo analisado pelo juiz Alberto Jorge, da 17ª Vara da Fazenda Pública Estadual.

Reforma política

Durante entrevista ao CadaMinuto, Argolo destacou que a maior preocupação do MCCE no momento é a reforma política. O advogado disse que, por meio da campanha “Eleições Limpas”, organizada pelos idealizadores da Lei da Ficha Limpa, o movimento pretende reunir 1,6 milhão de assinaturas para a apresentação de um Projeto de Lei (PL) de iniciativa popular voltado para a reforma.

 “A proposta já foi apresentada a presidente Dilma Roussef e as lideranças do PSDB. Estamos preocupados em construir esse canal”, destacou, acrescentando que conversou hoje com o juiz eleitoral maranhense Márlon Reis, um dos fundadores do MCCE e idealizador da Ficha Limpa.

Na próxima, integrantes do MCCE devem se reunir também com o deputado federal Cândido Vaccarezza (PT/SP), presidente do grupo de trabalho criado na Câmara Federal com o objetivo de elaborar um projeto de reforma política.