Em uma sessão marcada pela votação de projetos importantes, a exemplo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2014 e a contratação de servidores concursados pela Prefeitura de Maceió, o vereador Kelmann Vieira (PMDB) provocou um pequeno mal-estar entre os colegas ao usar a tribuna da Câmara Municipal de Maceió (CMM) para criticar uma frase atribuída ao secretário municipal de Infraestrutura (Seminfra), Roberto Fernandes.
O vereador relatou que, ao ser questionado por um líder comunitário acerca da demora para a realização de algumas obras no Conjunto Village Campestre, Fernandes teria respondido que as emendas apresentadas pelos vereadores não valiam nada, a não ser que o prefeito quisesse.
Com a declaração, vários vereadores saíram em defesa do secretário. Primeiro a se manifestar, o líder do governo Eduardo Canuto (PV) defendeu a atuação de Fernandes à frente da pasta e ‘puxou a orelha’ de Vieira: “Isso é assunto interno e não para ser trazido ao plenário”.
Heloísa Helena (PSOL) disse que o secretário pode ter sido mal interpretado, mas a frase foi verdadeira: “A gente apresenta emenda, requerimento, projeto, mas depende do prefeito aprovar ou não. Os requerimentos expressam a nossa vontade, mas se será consolidado ou não, depende sim da vontade do prefeito”.
Silvânio Barbosa também colocou panos quentes na suposta declaração de Roberto Fernandes e teceu elogios ao vigor e a competência do secretário. “Ele pode ter dito que um requerimento não tem força de lei”.
Até o líder da oposição na casa, Kleber Costa, ironizou que os edis estavam fazendo tempestade em copo d´água ao discutir o assunto. Outro que brincou com a saia justa criada em plenário foi Guilherme Soares (PSOL): “Todo mundo que vereador é Ipad, só faz pedir e que o prefeito é o Ipod”.
Em aparte, Zé Márcio aproveitou o assunto para lembrar que propôs uma emenda a LDO que reserva 2% da receita tributária para emendas parlamentares divididas igualmente entre os 21 vereadores. “Caso a emenda seja aprovada, cada vereador pode apresentar suas emendas e discussões deste tipo seriam evitadas”.
Para encerrar a discussão, o presidente Chico Filho (PP) defendeu Kelmann Vieira. “O vereador apresentou 50 requerimentos para sua região, o Village Campestre, e está sendo cobrado pela população e pelas lideranças comunitárias. Ele só cobrou porque está sendo cobrado. Não existe nenhum confronto com o secretário”.
