As promotorias de Justiça de Rio Largo e União dos Palmares vistoriaram as casas dos conjuntos habitacionais do Programa da Reconstrução nesta terça-feira (9). Estiveram presentes o promotor Jorge Bezerra e o engenheiro civil do Ministério Público Estadual de Alagoas, João Elias. As casas, destinadas às vitimas das enchentes de 2010, foram alagadas na  semana passada.

 Durante a vistoria, foram constatadas graves deficiências no sistema de escoamento de água e na coleta de lixo dos residenciais. “O serviço de drenagem foi pessimamente construído, o asfalto está com rachaduras e cedendo em várias partes das vias e o esgotamento sanitário não funciona. Além disso, o lixo não é recolhido e parte das ruas está com iluminação deficiente. A situação é pior do que eu imaginava”, explicou o promotor Jorge Bezerra, se referindo ao conjunto Bosque dos Palmares

O promotor alertou para a possibilidade de novos alagamentos nos residenciais. “Qualquer precipitação pluviométrica maior vai empossar novamente as ruas e as casas. Por isso pedimos a intervenção imediata da construtora e sugerimos que todos os serviços fossem refeitos. O pedido foi atendido e já nesta terça os trabalhos recomeçaram”, acrescentou.

Ainda segundo o promotor de Justiça, outros conjuntos estão em situação semelhante. O Tavares Granja, o Edson Novaes e o Teotonio Vilela são alguns deles. “Neste último, por exemplo, a realidade é ainda pior. A área que compreende os lotes entre as letras J e N são muito preocupantes e representam um grande perigo para os moradores. Há vários buracos no asfalto e as fissuras podem ceder a qualquer momento”, afirmou.

O promotor Jorge Bezerra irá solicitar uma reunião urgente entre o MP/AL, as construtoras, a Prefeitura de Rio Largo, Casal, Eletrobras e o IMA.

União dos Palmares

A vistoria em União dos Palmares também ocorreu durante todo o dia desta terça-feira. O promotor de Justiça Antônio Vilas Boas visitou o conjunto Mílton Pereira, localizado às margens da rodovia federal 104. Ele foi bastante atingido pelas chuvas da última semana e muitas ruas ficaram inundadas.

O residencial possui 2.020 casas e, pelo menos, sete famílias tiveram prejuízos maiores com o piso, eletrodomésticos e móveis. “Constamos que o riacho Cana Brava, que fica próximo ao conjunto, transbordou por conta do temporal. Então, ficou acordado que a construtora responsável faria o alargamento do manancial e isso já começou a ser providenciado hoje mesmo. Ele ficará três mais largo”, garantiu o promotor.

Segundo Antônio Vilas Boas, a empresa também vai refazer o sistema de drenagem e instalar nova tubulação nas proximidades das residências. “O objetivo é evitar que, caso ocorram novas chuvas, com a mesma intensidade, as águas voltem a alagar as casas. Os canos que serão colocados estarão recebendo o fluxo da água do riacho e vão escoá-lo para outra área capaz de suportar a vazão”, esclareceu o promotor de Justiçt

Ele também garantiu que vai fiscalizar o trabalho semanalmente, acompanhando os serviços que devem ser realizados, tanto pelas construtoras, quanto pela Prefeitura, no que concerne à coleta de lixo.