O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decide hoje se acata ou não o recurso que pede a saída do cargo do prefeito de Maragogi, Henrique Madeira. As contas dele foram reprovadas pela Justiça Eleitoral.

O relator desta ação é o desembargador Luciano Guimarães.

Madeira já respondeu a ação que o acusava de abuso de poder econômico e político, movida pelo ex-prefeito, Sérgio Lira- candidato derrotado na cidade.

O TRE descartou o abuso. E manteve Madeira no cargo.

Na prestação de contas do prefeito, o juízo em 1º grau identificou uma lista de irregularidades. Seguem aspas (da ação):

"Basta revolver a prova dos autos para ver que foram transferidos servidores das mais diversas pastas (educação, saúde, assistência social), para que a perseguição servisse de exemplo e incutisse em todos o temor de apoiar/votar na oposição. Engajou servidor e veículos contratados pela municipalidade nos trabalhos eleitorais da campanha de seus apoiados. Vinculou a própria imagem de sua administração à campanha eleitoral, ao utilizar a mesma cor característica dos prédios, órgãos e programas de governo do Município de Maragogi como slogan de campanha na corrida eleitoral para prefeito da mesma cidade;

"Assim, ainda que para a caracterização do abuso do poder político não se exija a participação direta do beneficiado, contentando-se o dispositivo legal com o efetivo benefício, no caso, evidente que não se pode aceitar o argumento de que o Sr Luiz Henrique Peixoto Cavalcante não sabia dos atos ilícitos praticados pelo seu padrinho político, pois é evidentemente que não só sabia como participada de todos as decisões quanto à utilização da máquina pública, o que se diga também do seu candidato a vice, que de tudo participava, comparecendo a todos os eventos, de forma engajada, tomando parte, naturalmente, de todos os abusos praticados", detalha a sentença.

Henrique é primo de Marcos Madeira- ex-prefeito- acusado de corrupção em Maragogi. Fugiu da polícia, ao ter prisão decretada. E, graças ao esquema instalado na cidade, o Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) descobriu que o mesmo modus operandi funcionava em outras sete cidades. Até chegar em Piranhas, da ex-prefeita Melina Freitas, filha do ex-presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador Washington Luiz Damasceno Freitas.