Encontrar facilidades para burlar uma blitz tem sido o objetivo de vários motoristas que trafegam de forma irregular pelas ruas de Maceió. No último domingo, durante a realização de um show, em Jacarecica, o aviso sobre a presença da Operação Lei Seca nas proximidades da festa gerou repercussão nas redes sociais. A comunicação entre os motoristas ocorreu através do aplicativo Waze.

Porém, o uso da tecnologia em favor dos possíveis infratores também está sendo usado contra eles. De acordo com a coordenadora setorial de Controle de Infrações do Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran), Ângela Oliveira dos Santos, os órgãos que participam das blitze também têm utilizado o mesmo aplicativo para monitorar os usuários.

Em entrevista ao CadaMinuto, Ângela explicou os órgãos estaduais não têm como controlar o uso dos aplicativos que indicam ao público o andamento do trânsito, mas alerta que muitas medidas foram adotadas para driblar a movimentação dos motoristas que evitam passar pela fiscalização.

“As pessoas que usam esses aplicativos ou que avisam sobre a fiscalização estão cometendo um crime contra a segurança pública, e colocando em risco a vida delas e de outras pessoas”, comentou Ângela, classificando como “irresponsáveis” as pessoas que contribuem para burlar as blitze.

Como medidas, a coordenadora afirmou que a principal mudança foi o modo como a operação era montada. Segundo ela, duas vans com equipamentos utilizados na Lei Seca estão circulando pela capital, evitando a montagem de um ponto fixo em determinado local da cidade.

“Antes nós montávamos uma tenda, com balões e toda uma estrutura grande que impossibilitava uma mudança rápida de local. Agora não. Dependendo do fluxo de carros na via, nós entramos na van e mudamos de local”, salientou.

Ângela afirmou que o objetivo da campanha é conscientizar os motoristas sobre o perigo da ingestão de álcool aliada com direção. “Em nenhum momento a campanha diz que é necessário acabar coma diversão, pelo contrário, queremos que as pessoas se divirtam, mas com responsabilidade”.