Uma missão diplomática formada por integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, União Africana, Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental, União Europeia e a Organização das Nações Unidas desembarca no próximo domingo (7) em Bissau, capital da Guiné-Bissau, para tratar da marcação de eleições gerais para novembro de 2013.
A confirmação do pleito tem sido defendida pela diplomacia brasileira desde o ano passado. O país sofre com a fragilidade das instituições republicanas e com sucessivas rupturas da ordem institucional.
Em quase 40 anos de independência nenhum presidente eleito chegou ao fim do mandato. Em abril do ano passado, militares atacaram a residência do então primeiro-ministro e principal candidato às eleições presidenciais da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior. Os militares têm a hegemonia política do país desde que deixou de ser colônia portuguesa.
A missão conjunta “de avaliação” será até quinta-feira (11). Os diplomatas serão recebidos pelo governo de transição e se reunirão com partidos políticos e organizações sociais.
“Pego de surpresa” pelos protestos que tomaram as ruas em diversas cidades do País, Jean julga como positiva a ação do Congresso após as manifestações, mas diz não ter certeza se a postura dos políticos e da própria população mudará, mesmo após o êxito no atendimento de algumas demandas. “Gostaria (que mudasse), mas nós temos outros exemplos aí na história. As pessoas foram para as ruas para tirar o (Fernando) Collor e depois elegeram (Paulo) Maluf. Você vê a contradição entre um pleito, que é tirar um cara acusado de corrupção e eleger outro, em São Paulo... Só para entender que nem sempre essa surpresa da manifestação resulta em uma transformação mesmo, em mexer nas estruturas da sociedade."