A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) afirmou nesta quinta-feira que o lucro das empresas de ônibus “possuem peso irrelevante na tarifa” cobrada dos usuários. Conforme os empresários, há outros problemas “crônicos” do setor, “como a baixa produtividade decorrente dos congestionamentos, a pesada carga tributária e o custeio das gratuidades concedidas por leis que não definem a fonte de custeio”.
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Para a NTU, se a “velocidade comercial” dos ônibus for retomada, com a adoção de corredores exclusivos e estações de embarque em nível, “poderemos reduzir substancialmente os custos de transporte e aumentar a qualidade do serviço, conforme anseios da população”.
A entidade disse ainda que “é natural” que parte da tarifa seja destinada à remuneração do capital investido e de lucro, “comum a todas as atividades econômicas”. Apesar da atividade ser de interesse público e social, ela envolve altos riscos para as empresas, pois lida com vidas humanas e é realizada nas ruas, em um ambiente cada vez mais violento”, afirmou a NTU em nota.
A associação também informou que, atualmente, o País tem 1,8 mil empresas operando uma frota de 107 mil ônibus que estão presentes em 3.311 municípios. Segundo a NTU, o faturamento anual das empresas corresponde a R$ 28 bilhões. “Destes, R$ 8 bilhões se destinam ao pagamento de tributos e encargos nas três esferas de governo.”
Em nota, a entidade também disse se identificar e apoiar os movimentos sociais que lutam pela melhoria dos transportes públicos urbanos. “Avançar na qualidade e na eficiência dos transportes públicos urbanos é investir na qualidade de vida da população brasileira, e assim, todos, cidadãos, governo e empresas, só têm a ganhar”, afirmou a NTU.